/Meu amigo Escritor//

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Alguém já deve ter falado que não ter vergonha abre portas. Quem disse isso eu não sei, mas que disse, disse.

No vinte e cinco de setembro, dia em que faço anos, foi quando tirei a vergonha na cara e puxei assunto no Facebook com o fidalgo Marcelino Freire, Pernambucano, aquele do Angu de Sangue, manja?

Pois bem, a priore queria ter feito o curso de escrita dele, para ver se consigo soltar as frangas em cima do teclado mais livremente. E o cabra pernambucano foi me perguntando umas coisas, como um amigo de longas eras, aquele um boa pinta, fui respondendo, com a mesma cara de pau do começo da conversa. Enfim meu nome, Emanuel Madeira, diz a que veio.

Ué, que é que está acontecendo que um cara deste calibre estar interessado em saber das minhas coisas?

A noite passou em claro, conversando sobre autores, influências, estilos, prometemos trocar livros, tudo em harmoniosa confluência quase que perdemos o raiar do dia, e o galo já estava tinindo no cantar da aurora do dia.

É muito interessante ter um amigo escritor.  Ele te empurra para frente com elogios, acha sua estante de livro muito vazia, e te recomenda mais autores do que ela pode suportar. Ele é quem, depois de você falar que está in love com Harlan Coben, puxa sua orelha e, com elevada inspiração ufanista, te manda ler uma porrada de autores brasileiros.
Um amigo escritor, parceiro de crime, é um amigo de livros, versos, sensibilidades e possibilidades. Alguém que, de repente, solta repentes de grandes frasezinhas: ‘’enlouqueça sua linguagem!’’, ‘’Porreta’’, ‘’Trabalha mais sua voz’’, ‘’ Leia! Leia muito!

Leia mais!’’  Uma graça deste nível é mais um motivo de agradecimento, ter esta força motriz para continuar os caminhos abertos, mas agora com novas possibilidades pairando no horizonte. Sim, é preciso repetir os substantivos, porque o motivo desta crônica é este: explorar novas possibilidades. Quem diria que esta estrada fosse chegar aqui, hein?

Obrigado, gracias, Mestre Marcelino, por tudo desde antes até então, este aqui-agora, presente-mais-que-perfeito! A força, o incentivo, a amizade que brotou das conversas, o tempo, as páginas e, principalmente, a atenção e o carinho por este jovem sonhador que sou.

Avante!

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