Lightyear

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Quando anunciaram que o próximo projeto da equipe estelar da Pixar iria ser sobre o patrulheiro espacial que lançou a empresa para o primeiro escalão da indústria cinematográfica moderna, achei que este seria o fim de uma das maiores empresas da animação moderna.

A empresa vem vindo em uma derrapada e não é recente: O bom dinossauro, Dois Irmãos, e o tenebroso Red- Crescer é uma fera mostram os novos rumos não-criativos, nada inovadores e totalmente descomprometidos com o que a empresa sempre foi após a saída de John Lasseter.

É que devido a história cheia de inovações e muita criatividade de storytelling da Pixar, vamos assistir seus filmes com algumas expectativas.

Lightyear poderia ser pior do que é, mas se mantém como uma novidade na nova fórmula Pixar.

Nestes novos tempos de empresa, a aventura sci-fi do patrulheiro espacial do garoto Andy é recheada de referências cult e de um personagem que foi esquecido pela crítica: o que está na série animada “Buzz Lightyear do Comando Estelar” lançada no começo dos anos 2000.

Mas o roteiro é confuso, se perde e não consegue dosar as camadas sérias aos personagens se esquecendo do público infantil, enfim, a Pixar vem tentando mudar a fórmula e seus experimentos mal sucedidos atrapalham um bocado seu catálogo.

Lightyear vai ao infinito e além ao trazer a fórmula da jornada do herói com coragem, com camadas dramáticas, heróicas, emocionais, reformulando o conceito que resultou em algo muito interessante, porém fica em nosso imaginário como outros longas da Pixar.

Lightyear rende bons momentos de diversão para a família, mas não é uma obra prima cinematográfica, é uma possibilidade de um caminho novo para a empresa, em sua redescoberta no mercado.

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