O documentário dos Beatles

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Como não falar da sensação do Disney Plus do momento? O documentário “Get Back”, de Peter Jackson.

Reaproveitando as imagens perdidas das gravações do fatídico álbum de despedida “Get Back”, com o perdão do trocadilho, o documentário faz voltarmos a ouvir, mais uma vez, o quarteto de Liverpool.

Diferente de tudo o que Hunter Davies escreve sobre o fim da banda em “I read the news today, Oh Boy!”, podemos perceber um grupo que estava fatigado, não finalizado enquanto banda.

É muito interessante assistir Paul compondo e ver sua facilidade em fazer melodias.

Perceber que ele não era só um Beatle bonitinho, mas que se empenhava em trazer o grupo e fazer com que todos se entendessem.

É bacana perceber o clima de moleques que se tinha, a interação de amizade de escola, sabe, aquele clima de relacionamento que perdurou o tempo?

Poderíamos entrar em um profundo cansaço, com o longo material do documentário, não fosse a força da banda.

Difícil não comentar sobre o álbum, que reúne várias qualidades de composição da banda. “Across The Universe”, “I Me Mine”, “Ivé Got A Feeling”, “One After 909” e a faixa título, “Let It Be”, fazem o álbum um conjunto de canções legitimamente Beatles.

Como podemos notar, a árdua tarefa de composição é um trabalho de verdadeira construção. Fora que é totalmente compreensível a pressão que Paul, George e John (Ringo só sorri, ouve, come, toma café e toca sua parte, durante o documentário) para o álbum acontecer.

Nada das brigas homéricas que ouvíamos falar. Nada de Yoko Ono enchendo o saco, a coitada ficava sentada, como qualquer namorada de um astro faria.

Grilos na lata do lixo para o veredito final: um belo trabalho de reconstrução de identidade da banda, de uma confirmação de amizade e interesse em ver acontecer os momentos mais íntimos, de uma banda tão icônica quanto são os Beatles!

1 COMENTÁRIO

  1. Parabéns Emanuel,
    Sem dúvida um grupo formado por Paul,George, John e Ringo e o legado que deixaram merece nossos aplausos e respeito por tudo e como criaram. Falar, escrever e lembrar dos Beatles é sempre muito bom

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