A angústia dos Anjos Guardiães

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Paiva Netto

No Evangelho-Apocalipse de Jesus, somos constantemente exortados pelo Divino Mestre à vigilância. Por exemplo, Ele encerra o Seu Sermão Profético com esta determinação celeste:
— O que digo a vós, em particular, digo-o publicamente a todos: vigiai!
Jesus (Marcos, 13:37)

Acerca dessa necessidade de nos mantermos de atalaia, enfatizamos uma questão fundamental: os nossos Anjos Guardiães, muitas vezes, querem inspirar-nos, e nós não prestamos atenção às instituições que eles nos dirigem. É ilustrativo o que notamos em trecho extraído do livro Sexo e Destino, de autoria do Espírito André Luiz, pela psicografia de Chico Xavier (1910-2002).

Os fatos aqui desenrolam-se em torno de pobre moça que, completamente inebriada de paixão por um jovem disputado por ela e por sua irmã, marca um encontro numa pensão da cidade do Rio de Janeiro. Seu nome: Marita. Ela fora adotada por abonado casal do bairro do Flamengo. Seu padrasto (Cláudio Nogueira), entorpecido por um desejo lastimável de possuí-la, convence o leviano rapaz (Gilberto) a não comparecer ao encontro, de forma que ele mesmo, ao passar-se pelo jovem no quarto previamente reservado, pudesse consumar o hediondo objetivo.
André Luiz, como um Anjo da Guarda de Marina, procurou em vão, de todas as maneiras, por alguém que captasse o pensamento que remetia ao cérebro de vários familiares, amigos e pessoas ligadas a ela, a fim de protegê-la daquela situação.

Para tentar salvar a desventurada jovem do estupro, observem o esforço desesperado dos que se encontram numa dimensão em que há restrições ao contato entre eles e nós, por causa da mediocridade dos nossos cinco sentidos principais — porque existem outros que ainda descobriremos, como o sexto e depois o sétimo, o oitavo etc.

Chamo a atenção de todos vocês, meus queridos Irmãos, estimadas Irmãs, jovens, pré-adolescentes, crianças, para que não lhes ocorra fato assim tão trágico. Não se pode fechar os canais mediúnicos à intuição do Bem. Daí estarmos sempre vigilantes, espiritual e materialmente falando, a fim de manter os “lobos” (invisíveis ou não) bem distantes. É imprescindível destacar que apenas nos devemos submeter à influência dos Espíritos de Luz. Só! De que maneira identificá-la?! É simples. Os Benfeitores do Espaço tão somente inspirarão coisas elevadas. Não vão intuir uma ação prejudicial a quem quer que seja, nem mesmo a nós próprios. Foi Jesus quem nos revelou a chave para distinguir uma presença espiritual boa de uma ruim:

Árvores e seus frutos
43 Não existe árvore boa que produza mau fruto; nem árvore má que produza bom fruto.

44 Pois cada árvore é conhecida pelos seus próprios frutos. Não é possível colher-se figos de espinheiros, nem tampouco uvas de ervas daninhas (Evangelho, segundo Lucas, 6:43 e 44).

Fiquemos, portanto, atentos!

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.brwww.boavontade.com

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