COLETA SELETIVA

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Sabia que é possível implementar essa prática em casa?

Em um cenário de grande debate e preocupação ecológica, a busca por alternativas capazes de minimizar os danos causados pelo consumo excessivo de produtos e o descarte inadequado de resíduos é constante.

É nesse ponto que soluções, como a coleta seletiva de lixo, ganham força, despontando como uma alternativa viável e de fácil aplicação na rotina das pessoas. No entanto, apesar das suas vantagens e forte apelo sustentável, essa é uma prática pouco aplicada nas cidades, sobretudo em âmbito residencial.

Por isso, pensando em ajudar a reverter esse cenário e a contribuir com a disseminação da cultura da coleta seletiva de lixo, preparei este artigo mostrando que, a partir de medidas simples, é possível, sim, implementar essa prática dentro de casa.

O que é a coleta seletiva e qual é a sua relevância?

De maneira simples, a coleta seletiva é uma prática voltada à separação de resíduos de acordo com a possibilidade de serem ou não reciclados. A ideia, então, é separar os materiais que podem ser reciclados do restante do lixo, dando uma destinação diferente a eles.

Essa é uma prática de extrema relevância na atualidade. Isso porque, à medida que a população das cidades cresce, os problemas relacionados ao consumo e geração de resíduos se intensificam, criando não só complicações para a saúde da população, mas principalmente para o meio ambiente.

No mesmo sentido, o descarte irregular de resíduos sólidos é uma das questões mais críticas enfrentadas na gestão das cidades. Esse problema é um dos grandes causadores da poluição dos rios e cursos d’água, além de ser causa também de enchentes em grandes centros.

Por essas e outras razões, existe hoje uma intensa necessidade em se reduzir a quantidade de resíduos que são descartados, estimulando o reaproveitamento daquilo que ainda pode ter utilidade econômica, fazendo com que menos materiais parem na natureza.

Para isso, no entanto, é preciso ter uma política de separação dos resíduos, além de uma infraestrutura na localidade, para que cada material tenha o fim mais adequado.

Aqui em São José do Rio Pardo SP ainda não temos uma cooperativa de reciclagem, mas temos os “ferro velhos” que preenchem essa lacuna, na medida do possível; além de um aterro sanitário no município vizinho de Tapiratiba SP.

Como o governo tem estimulado essa prática?

Para se ter uma ideia da importância dessa temática, em 2010, foi editada uma lei para tratar sobre o assunto — a Lei n° 12.305/10, instituidora da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), a qual estabelece uma série de diretrizes para o manejo de resíduos sólidos em todo o território nacional.

Essa lei visa a redução na geração de resíduos, tendo como um dos seus objetivos centrais a prática de hábitos de consumo mais sustentáveis, em conjunto com ações capazes de fomentar a reciclagem e a reutilização de resíduos sólidos que têm valor econômico e que podem ser reaproveitados — e a destinação adequada dos rejeitos — isto é, os materiais que não podem ser reciclados ou reutilizados.

Quais são as vantagens da coleta seletiva?

Além do reforço à cultura da sustentabilidade, a coleta seletiva de lixo traz outros benefícios, tanto de forma individual quanto para a coletividade. A exemplo, sob a ótica do indivíduo, a prática é uma excelente maneira de exercitar a cidadania, contribuindo com o equilíbrio sustentável do meio ambiente, o que gera efeitos em nível global.

Por outro lado, sob a perspectiva da coletividade, a coleta seletiva é uma forma extremamente eficiente de melhorar a estética, as condições de vida e a saúde nas cidades. Com a redução do descarte de materiais, evita-se os problemas com enchentes, sujeira nas ruas e todos os problemas decorrentes disso.

Além do mais, a coleta seletiva também é vista como uma fonte de renda para muitas pessoas. Hoje, por exemplo, existem diversas cooperativas de recicladores de materiais recicláveis espalhadas pelo país, as quais cumprem um papel fundamental na questão social e ambiental ao prover o sustento de moradores de rua e populações carentes.

Quais resíduos sólidos recicláveis que devem ser descartados separadamente do lixo orgânico?

. Isopor: muito usado para embalar eletrônicos, alimentos, etc.
. Papel e papelão variados: caixas de remédios, bulas, embalagens de pizzas, calçados, presentes, caixas de ovos, sabão em pó, etc).
. Plástico: garrafas pet, detergentes, desinfetantes, canudinhos, talheres, tapewere, sacolinhas, filmes, etc).
. Vidros em geral: inteiros ou quebrados).
. Embalagens de salgadinhos, chocolates, bolachas, etc. (Consulte a terracycle).
. Pedaços de madeira.
. Latas de aço: molhos, milho, ervilha, doces, etc.

Uma atitude bacana:

Entregue esses resíduos (já separados e limpos) a um “catador” ou “morador de rua”. O que para alguns não passa de lixo, para outros torna-se uma fonte de renda.

Vale lembrar também das nossas Entidades Assistenciais locais que fazem esse trabalho de coleta de alguns resíduos sólidos, para completarem seus compromissos financeiros mensais:

Separe para o ASILO LAR DE JESUS:

. Tampinhas plásticas.
. Lacrinhos de latinhas.
. Aerosois em alumínio.
. Caixinhas longa vida (tetra pack).

Separe para o PEVI:

. Livros e materiais didáticos.
. Cartelas vazias de comprimidos.
. Lixo eletrônico (tudo aquilo que é ligado a uma tomada e que não tem mais conserto, além de pilhas e baterias) – esse descarte deve ser feito na oficina mecânica Papaléguas, do Cristiano.

Separe para a AGRADEF:

. Tampinhas de metal (cervejas e refrigerantes).

👉 Consulte pontos de coleta:👇

https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=1259639331137865&id=100012754309097

O povo riopardense é extremamente solidário. Sempre ajuda bastante nossas campanhas beneficentes de arrecadação de recicláveis. Veja algumas fotos de hoje (13/08/2021). 👇👇

Aproveito pra agradecer a todas as pessoas que juntaram-se a nós nestas campanhas, nestes anos todos, numa atitude bacana de conscientização ambiental e social.

Agradeço também a cada ponto de coleta espalhados por toda cidade. Essa parceria é fundamental para nossas Entidades Assistenciais.

Da mesma forma agradeço nossos mantenedores/recicladores pela parceria:

. TAMPINHA LEGAL
. ECCOPLASTIC
. ALCOST ALUMÍNIOS
. FMS RECICLAGEM DE ÓLEO
. LED RECICLAGEM ELETRÔNICOS

Outro resíduo altamente prejudicial ao meio ambiente, inclusive nosso rio Pardo, é o óleo de cozinha usado, quando descartado incorretamente nas pias e ralos.

Várias Entidades Assistenciais daqui recolhem essas doações de óleo e trocam por produtos de limpeza, dando um destino correto a esse descarte além de tirar algum proveito financeiro.

Conheça essas entidades 👇

Há também de se mencionar a vantagem da menor dependência de aterros sanitários nas cidades. Esse ponto é extremamente importante, pois, além de reduzir os gastos dos municípios com o serviço, reduz o impacto dos aterros para o lençol freático ou mananciais próximos.

Lembrando: atualmente todo lixo deixado nas nossas calçadas, é transportado diariamente até o município de Tapiratiba, onerando gastos ao pagador de impostos, ou seja, a todos nós.

Afinal, como implementar a coleta seletiva em casa?

Diferentemente do que muitos podem imaginar, a coleta seletiva não exige grandes esforços para ser colocada em prática. Na realidade, como dito, o que é necessário é uma mudança nos hábitos e na cultura do cidadão, que precisa consumir e agir de modo mais consciente dentro e fora da sua residência.

Para mostrar que não é difícil adotar a coleta seletiva no âmbito residencial, listamos alguns passos simples para que essa medida seja iniciada. Confira!

. Separe seus resíduos sólidos por categoria (plástico, papelão, isopor, vidro, alumínio…)
. Se possível, utilize recipientes de cores diferentes.
. Evite misturar produtos químicos e tóxicos ao lixo.

Importante: sobras de medicamentos e/ou vencidos, deverão ser entregues na farmacinha da prefeitura (em frente ao hospital), jamais ser descartado em vasos sanitários.

. Higienize o que for possível e mantenha o lixo seco.
. Classificar os resíduos.
. Embalar corretamente.
. Definir o destino correto.
. Evite o consumo em excesso.

O primeiro passo para implementar a coleta seletiva é separar todo o lixo da residência em dois grupos: o de materiais recicláveis (papel, isopor, vidro, plástico e metal, etc), e o de materiais não recicláveis (lixo orgânico: restos de comida, de higiene pessoal, lixo contaminado: curativos, seringas, etc).

Uma dica:

Para aqueles que cultivam horta caseira, vasos e plantas; você poderá separar as cascas de frutas e de ovos.

Nesta minha coluna do jornalZINHO tem uma receita de como fazer uma composteira caseira.👍

Vamos fazer nossa própria COMPOSTEIRA DOMÉSTICA?

Higienize o que for possível e mantenha o lixo seco.

Uma medida que facilita bastante o processo de reutilização e reciclagem é o estado em que o material é separado. O ideal é que os produtos estejam limpos e secos – o que não significa que você tenha que lavá-los, mas apenas remover o excesso de resíduos que eventualmente possam contaminá-los.

Além disso, o lixo precisa estar seco a fim de facilitar o processo a ser executado em cooperativas e locais destinados a esse tipo de serviço.

Classificar os resíduos.

A classificação dos resíduos é essencial para a coleta que são realizadas em sua casa. Existem muitos tipos de materiais e cada um deles deve ser separado em recipientes diferentes para serem descartados. Entre os principais tipos estão:

papelão, vidro, plástico, alumínio, isopor, metal, etc.

Vale salientar que não são somente os lixos recicláveis que devem ser separados, mas os resíduos perigosos também precisam ser classificados da maneira mais correta possível. Dentre os materiais considerados perigosos estão os seguintes:

.solventes, sobras de remédios, seringas, vidros quebrados.

Classificar os resíduos e separá-los item por item facilita o trabalho do pessoal quem faz a movimentação, descarte e reciclagem dos materiais.

Embalar corretamente.

Embalar os itens corretamente é uma atitude de grande valia na hora de separar o lixo que será enviado para o local onde estarão os responsáveis pelo seu manuseio. Os vidros em embalagens que evitem a quebra do material para não machucar os trabalhadores da coleta.

Assim como as seringas e demais materiais contaminados (curativos).

Definir o destino correto

Separar e embalar os itens é uma parte essencial do processo da coleta seletiva, mas saiba que além disso é necessário dar o destino correto para os materiais. Em muitas cidades, a Prefeitura Municipal providencia a retirada dos descartes.

Aqui na nossa cidade, a prefeitura já acena para estabelecer um dia da semana destinado exclusivamente para retirada dos nossos resíduos sólidos na porta das nossas casas.

Para que os itens possam ser coletados nas residências dos cidadãos, é necessário colocar os objetos em um local de fácil visibilidade no dia e horário da coleta que é previamente agendada.

Informação:

Já existem algumas prefeituras que criaram os “ecopontos”, onde os munícipes levam seus resíduos sólidos e são beneficiados com algum desconto nos tributos municipais (água, IPTU, etc).

Evite o consumo em excesso.

Melhor do que descartar de modo certo as embalagens ou outros itens é não gerar grande quantidade de descarte. Existem duas maneiras de fazer isso, uma delas é reutilizar (vide matéria que escrevi na minha coluna do jornalZINHO sobre o trabalho do amigo Sidnei Breda) e a outra é não consumir demasiadamente. Cada vez que você pensar em consumir algo, reflita se realmente é preciso e se pode evitar a produção de resíduos para ter um consumo sustentável.

Como a adoção dessas ações contribui para a preservação do meio ambiente?

A coleta seletiva evita que o lixo fique espalhado por todos os lugares, como ruas e rios. Adote pequenas atitudes diárias para ajudar na prevenção do meio ambiente. Esse assunto vem sendo muito debatido ultimamente, pois com o passar dos anos e com o aumento da população, o lixo produzido tem trazido consequências gravíssimas para a camada de ozônio, para a vida dos animais aquáticos e até mesmo contribuído para a poluição do ar.

Para que possamos amenizar esses danos ao meio ambiente devemos seguir três pilares que são:

reduzir — a quantidade de lixo gerado em cada lar;
reaproveitar — tudo que conseguir reutilizar dos materiais;
reciclar — a maior quantidade de itens que podem ser reutilizados.

Essa maneira é chamada de 3 Rs, cujo nome está relacionado a letra inicial de cada ação a ser tomada para ajudar o meio ambiente. Vale salientar que se cada pessoa agir de forma apropriada, a poluição do solo, das ruas, esgotos e lençóis freáticos será diminuída. Com isso, a geração vindoura poderá viver feliz e com saúde desfrutando as belezas naturais deste mundo.

Por fim, como foi possível perceber, a coleta seletiva é uma prática bastante possível de ser aplicada dentro de uma residência. Para isso, são necessárias apenas algumas mudanças na forma de separar e gerir o lixo — o que certamente passa a ser um hábito quando realizada diariamente.

Bora praticar a ECONOMIA REVERSA?

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