Hoje compartilho com vocês um texto da Simara Souza

0
471
Simara Souza - Ela é Coordenadora Executiva do Tampinha Legal

Simara Souza

Ela é Coordenadora Executiva do Tampinha Legal, e também mentora e idealizadora do Programa.

Conhecedora profunda das questões sócio ambientais que vivemos na atualidade: economia circular, reciclagem, meio ambiente, sustentabilidade e com larga vivência no Setor Plástico do Rio Grande do Sul.

Uma amiga que a vida me presenteou! 👇👇👇👇

NO PASSADO, SEM OS PLÁSTICOS.

“… como se vivia no passado sem os materiais plásticos?…”.

Antes dos materiais plásticos não havia o atual “grampo” para o coto umbilical. A criança nascia e era feito um curativo com gaze e esparadrapo que, ao contato com a urina e as fezes da fralda de pano, causavam infecções nos bebês, levando muitas vezes o recém-nascido, ao óbito.

Antes dos materiais plásticos, recebíamos água potável nas torneiras das nossas casas (para preparar nossos alimentos, lavar o rosto, etc.) em tubulações, torneiras e chuveiros de metal (que enferrujavam), e a caixa d´água era de… Amianto (reconhecidamente cancerígeno. Saiba mais em Instituto Nacional do Câncer https://www.inca.gov.br/exposicao-no-trabalho-e-no-ambiente/amianto).  Atualmente temos disponíveis chuveiros, torneiras e tubos de PVC. Inclusive caixas d´água, forro, interruptores, soquetes, etc. Aliás, a indústria da construção civil se utiliza muito do material que proporciona muito mais economia. Aberturas, como portas e janelas, são disponíveis em plástico ao invés da madeira que, mesmo sendo de “reflorestamento” ainda assim impacta o ecossistema e diminui o oxigênio que produzem.

Antes dos materiais plásticos, óleo de cozinha, massa de tomate, ervilha, milho, etc eram comercializados exclusivamente em latas (folha de flandres) que, ao serem transportadas ou em seu manuseio, amassavam rompendo a fina película interna que protegia o alimento do contato com o metal, oxidando-o. Infecções alimentares como botulismo são causadas pela má conservação dos alimentos.

Antes dos materiais plásticos, açúcar, café, farinhas de trigo, mandioca, milho, etc eram comercializados em embalagens de papel. Como o plástico é impermeável, o prazo de validade (shelf life) destes alimentos aumentou.

Antes dos materiais plásticos, o leite era entregue em garrafas de vidro que quebravam, ocasionando a perda do leite e ainda necessitavam de higienização (com água e sabão), que além do impacto ambiental pelo detergente e uso de água potável tinham um custo enorme. Os saquinhos de leite logo foram incorporados nas residências pelas donas de casa que faziam tapete, sacolas e cortinas de crochê.

Antes dos materiais plásticos não havia escovas de dente.

Antes dos materiais plásticos usavam-se garrafas de vidro retornáveis para consumo de refrigerantes (se você tem mais de 40 anos de idade deve se lembrar). As garrafas vazias eram consideradas “cascos” e recebíamos um “vale” para a compra de refrigerantes. Assim, se você entregasse uma garrafa de Guaraná de uma marca, deveria comprar apenas outra garrafa de Guaraná da mesma marca do casco que você entregou. Aquele casco não daria “desconto” para a compra de um refrigerante de outra marca. O que fazia com que você não tivesse muito poder de escolha.

Ademais, aquelas quantidades enormes de engradados com garrafas de vidro permaneciam no ambiente dos supermercados alimentando vetores como ratos e baratas, formigas e moscas até a chegada dos caminhões para transporte ao fornecedor (logística reversa). Ocorre que os custos com este transporte (combustível, pedágio, manutenção de veículos, pessoal, etc) com caminhões lotados de garrafas vazias se acresciam dos acidentes de trabalho causados pelos cortes no manuseio destes vasilhames. Até mesmo o próprio cliente se machucava ou ao menos perdia o produto diante de uma queda ou batida.

Estas garrafas retornavam para a indústria para serem classificadas, higienizadas e envasadas novamente. O custo não era baixo. Sem falar em “corpos estranhos” encontrados dentro das garrafas de vidro.

Todo este custo era embutido no valor final do produto e repassado para o cliente.

Se você tem mais de 50 anos, lembra-se das famosas marcas que vendiam de aveia, café solúvel e maionese em vidros, as donas de casa colecionavam…

Hoje são de plástico, quer seja em potes ou em pouch ou stand up pouch (aqueles sachês para refil). Desta forma, a indústria garante maiores níveis de higiene durante o envase dos alimentos, há um aumento de seus prazos de validade e temos alimentos mais baratos, consequentemente, o acesso a eles é maior.

A leveza do material proporciona cargas em todos os modais (caminhões, trens, navios e aviões) muito mais leves, consequentemente consumindo menos combustível. Lembre-se sempre que: quanto menor o consumo de combustível, menos impacto ambiental e menor o custo.

A resistência do material diminui consideravelmente a perda alimentar. Quanto menos perda alimentar, menor o custo.

Um dos fatores que mais contribuem para a deterioração dos alimentos é a embalagem. Indiscutivelmente, o plástico é melhor material para a embalagem de alimentos porque é transparente (permitindo-nos observar o alimento tal como carnes, caixas de ovos, biscoitos, etc).

O plástico é tão ambientalmente correto que foi o material que substituiu os botões de madeira e marfim. Precisamos nos lembrar que o marfim era obtido das presas dos elefantes que eram mortos.

O plástico é um material tão maravilhoso que, se não existisse, teria que ser inventado. (Ron Sasine)

A população mundial não para de crescer. Ao contrário, estamos crescendo vertiginosamente. Os cuidados com higiene devem ser redobrados!

Compartilhar utensílios de uso pessoal como pratos, copos, xícaras e talheres devem ser de um cuidado extraordinário, pois muitas doenças são transmitidas através do contato de pessoas doentes nestes objetos. Como saber se no restaurante que você almoça todos os dias, a higiene dos pratos, talheres, copos e xícaras é feitos adequadamente? Meningite, hepatite, toxoplasmose e até mesmo uma diarreia que pode matar idosos e pessoas fragilizadas são facilmente evitadas com o não o compartilhamento de objetos de uso único. Esta é uma recomendação de todos os órgãos de saúde no mundo. Aí vem uma mente iluminada e quer proibir os artefatos plásticos descartáveis para “salvar o planeta”… Ora, ora… Então voltaremos ao passado com uso de água excessivo, contaminando com detergente? E ainda: colocando a nossa vida e de nossas famílias em risco? Não é muito mais fácil e decente do ponto de vista de civilidade entregar meus resíduos separadinhos?

👇👇

O que vemos nas ruas são os resíduos resultados de baixo esclarecimento da sociedade.

São pequenas atitudes individuais que farão a grande diferença coletiva. Todos ganham:
menos resíduos nas ruas, menos doenças, mais recursos para cooperativas e entidades assistenciais do terceiro setor. Cada um fazendo o melhor que pode, aumentaremos rapidamente a qualidade de vida de cidades inteiras.

É preciso uma mudança de comportamento já.

Pense nisso e mude já!
Use e entregue tudo separado.

👇👇👇

https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=1231027783999020&id=100012754309097

Em São José do Rio Pardo, o Asilo Lar de Jesus participa do Tampinha Legal com as coletas de tampas plásticas. Os valores obtidos com a venda das tampinhas incrementa o orçamento para aquisição de medicamentos, equipamentos e custeio de outras despesas.

É tão fácil fazer o bem e ajudar o próximo. Você não mexe no seu bolso e ainda faz o que todos devem fazer: destinar adequadamente os seus resíduos.

Aquilo que você não quer ou não serve pra você, vale dinheiro para quem precisa.

Junte-se a nós!
Junte tampinhas!

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here