/O KKK de Spike Lee//

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Atenção, amantes da sétima arte: Spike Lee aproveitou a História e mereceu seu primeiro e mais-que-merecido Oscar de Melhor roteiro adaptado.

No longa, “Infiltrado na Klan”, o diretor mais uma vez discute sobre temas como a força racial, preconceito e aproveita a onda Black Lives Matters para dar seu recado. Mais estranho que a ficção roteirizada é que este filme é baseado em fatos reais, com fidelidade ao livro homônimo de Ron Stallworth, o novato policial negro que se infiltra na Ku Klux Klan durante o período onde o setentista Estados Unidos suava a segregações raciais e movimentos sociais de várias ordens.

Em seu novo filme, conta uma história cortando a violência em duas fatias: de um lado a KKK, de outro os sulistas ultraconservadores.


Extremismo! Extremismo! Extremismo!

Diante da população dominada pela divisão ideológica, em busca de direitos e respeitos, Spike Lee consegue dosar os níveis de adrenalina ao longo do filme, algo semelhante à fórmula utilizada em “Faça a coisa certa”, colocando muito bem suas peças no tabuleiro, preparando o expectador para o xeque-mate final.

Passei por várias sessões de “Spike Lee” em sequência, começando ali no “Bambozled”, longa terrivelmente traduzido para “A hora do show”, passando por “Malcolm X”, “Faça a coisa certa”. Por isso, afirmo que este não é o melhor do diretor, mas faz jus quanto a categoria de cinema explorado, proposto, por Spike Lee. É um trabalho interessante em sua fileira de rolos já produzidos, por escolher contar a história por camadas, aos poucos ir construindo sua narrativa, com ritmo em cena e muita ação.

Controle. Foco. Apesar do criativo título desta coluna, não há graça nenhuma no filme, mas uma estranha coincidência do passado com o presente. Quando foi lançado, o filme serviu como uma afirmação do próprio diretor, em resposta ao Black Lives Matters.

Já estou me repetindo… Estes são os últimos toques: confira o novo longa e boa sessão!

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