Os 7 de Chicago

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Os 7 de Chicago

Enfim um filme indicado, que esteja à altura da premiação do Oscar.

Não estou me esquecendo do ano passado, caro leitor, infelizmente não rolou nenhuma indicação de peso para o veterano Clint Eastwood ter motivos para sair da festa do Oscar com sua estatueta, pelo seu longa ‘’O caso Richard Jewell’’, que ainda resenharei, me aguardem.

Mas é de uma aliviosa contração pulmonar para os cinéfilos de plantão, termos um filme como Os 7 de Chicago indicado ao Oscar, um longa, que por si só, já tem cara de ‘’filme de Oscar’’, merecidamente concorrendo nas categorias de Melhor Filme, Melhor Ator Coadjuvante (como indicação do merecido, reconhecimento do excelente Sacha Baron Cohen), Melhor Fotografia, Melhor Montagem (categoria que merecia a estatueta), e finalmente, Melhor Roteiro Original (outro merecedor: estatueta para ele!).

Para mim ficou claro o que o diretor Aaron Sorkin quis explorar   ao assinar a direção e o roteiro deste projeto, para ser seu próximo longa.

Ele tem clareza e definição ao fazer o corte do filme. Se encontra mentalmente cônscio, do efeito que a cena X vai causar e o impacto que terá sua audiência, ao escolher, enquanto diretor, os passos específicos na sua narrativa.

Coincidências a parte, Alfred Hitchcock também foi um diretor que sempre calculou os passos que queria que sua audiência fosse levada, através de sua boa escrita dos roteiros de seus longas. Sua genialidade advém também pelo fato de fazer a narrativa caminhar junto a sua câmera.

Chovendo no molhado: a excelência da escrita de roteiro de Hitchcock é fenomenal!

As bobinas do currículo filmográfico de Sorkin, também estão a seu favor: Já assinou a direção e roteiro das séries West-Wing, The Newsroom; É dele os roteiros dos longas Questão de Honra, Jogos de Poder e O homem que mudou o jogo. Por tudo isso, é batata crer que seu novo projeto fosse porreta!

Baseado em eventos reais, os governos de Lyndon B. Johnson e John F. Kennedy (coincidentemente dois presidentes de grafia tripla) e com a Guerra do Vietnã como pano de fundo, o indicado ao Oscar consegue trazer uma forma diferente também de contar uma história, saindo pela tangente no formato do filme criminal, que tendem a serem parados, fugindo da fórmula das longas cenas internas em tribunais, excessivos diálogos jurídicos que testam os limites da paciência do ouvinte.

Mescla os momentos de fundo histórico e drama jurídico, e põe eles em seus devidos lugares, sem arrastar a história, sem ter longas cenas de diálogos impraticavelmente monótonos, e, por conseguinte, insuportavelmente chatos.

Nada disso minha gente! Graças ao roteiro eletrizante, o filme sai dos moldes e prende o espectador ao longo do filme e consegue cativar a atenção da audiência do início ao fim do longa.

Palmas para ele!

Ao longo da sessão, disponível na Netflix (aliás, é um filme feito por ela), notei semelhanças em alguns momentos, com a história de Cartada Final. Fica então a dica, para suas noites em claro: Cartada Final; John Grisham.

Como é bacana saber que tem uma nova turma surgindo, a partir de grandes contadores de histórias do nível de Steven Spielberg, Martin Scorsese, Clint Eastwood e Robert Zemeckis.

Tenham todos uma boa sessão!

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