/São Duiche//

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/São Duiche//

Louvado seja aquele que diante da falta de um banquete, precisou se avassalar no preparo do vosso humilde santíssimo São Duiche.

O missionário da gula, é totalmente dependente da vontade de seu Mestre. Ele pode vir recheado por presunto, mortadela ou salame, mantendo assim, sua infinita bondade na variedade, a [preços acessíveis para a mesa de todas as tradicionais famílias brasileiras.

Gostoso de diversas maneiras, a iguaria recebeu nos últimos anos a condecoração ‘’gourmet’’ anexada a seu nome, se tornando um dos mais prestigiados pratos da gastronomia contemporânea.

Agora os sandubas são caprichados, tanto no conteúdo quanto no valor agregado a mercadoria, saindo de um espaço comum, a uma verdadeira febre de consumo por diferentes texturas e experiências de paladar.

Deste fenômeno pop da junk-food, tenho predileção por aqueles cujos molhos complementam a experiência da carne. Gosto de quando o bacon não rouba o espaço da alface, e conseguimos apreciar, por igual, a crocância característica de cada ingrediente.

Na distância do hambúrguer para a alface, os molhos merecem especial atenção. Sejam eles azedos, agridoces, barbecue ou tradicionais, como o ketchup, mostarda e maionese, são os complementos que a experiência degustativa da iguaria pop.

O sanduíche é e sempre será um irretocável clássico a ser reexperimentado e reverenciado a todos que não tiverem do que se refastelar na geladeira, quando bate a fome noturna.

Mas atenção torcida brasileira: Este não será o fim do queijo fresco quente no pão matutino. Continuaremos a fazer torradas com orégano da sobra do pão-de-sal de ontem! O mundo não acabou, é só mais uma mania que daqui a alguns anos, vamos comentar e embrulhar com saudosas lembranças, as louças da mudança. Até lá, vamos curtir a sensação e com moderação e curtir a onda.

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