SEM VACINA E VOLTANDO ÀS AULAS?

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SEM VACINA E VOLTANDO ÀS AULAS?

Educação E A Desigualdade Social

Com o retorno às aulas, é necessário refletirmos sobre vários aspectos que vão além da forma de como serão as aulas, ou quais protocolos precisam ser tomados. Tudo isto é importante, e essencial para   se garantir a segurança sanitária nas escolas para um retorno do ensino presencial. Mas é preciso refletir sobre a Educação do Brasil, e a diferença crescente entre o ensino público e o privado.

Deve-se ter um maior investimento na educação, condições de trabalho para os professores, melhores salários aos docentes e material de qualidade. As escolas devem estar preparadas para atender os alunos com recursos humanos e materiais. Várias escolas públicas não têm o mínimo de infraestrutura. Alunos que moram em lugares distantes não têm acesso a transporte escolar. As merendas tão necessárias, muitas vezes são desviadas ou superfaturadas. E para que haja uma verdadeira  justiça social, é preciso oferecer condições igualitárias de oportunidade de acesso à educação.

Vivemos tempos de incertezas e inseguranças, vários estados liminares interrompem e ora manda retornar às aulas presenciais. A única certeza no momento é que a pandemia avança,  e mesmo com a vacina,  nem todos brasileiros poderão ser vacinados neste momento. Há uma grande distância entre os sistemas de ensino, que envolvem recursos humanos e principalmente materiais, e como enfrentar uma guerra sem o armamento correto? É preciso investimento na Educação, para que as escolas públicas tenham condições de receber os alunos e principalmente, que os professores sejam vacinados. Pois a circulação de professores entre turmas e escolas é um grande fator de contágio.Os professores querem voltar a dar aulas, mas precisam de condições para que isto ocorra.

SE VOCÊ VAI VOLTAR ÀS AULAS DEVE SABER :

Algumas escolas do país estão implementando protocolos de segurança sanitária, para atender os alunos de forma mais segura neste retorno das aulas. Cada estado atua de forma autônoma sobre o assunto, tendo suas orientações específicas, enquanto uns prepararam o retorno, outros continuaram no ensino remoto. As localidades que decidiram pelo retorno presencial  seguem em sua maioria as orientações da  UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância), com base nas diretrizes da OMS (Organização Mundial de Saúde).

RECOMENDAÇÕES DA UNICEF:

*Evitar todas as atividades que gerem aglomerações na hora da entrada e saída da escola, com a sugestão de fazer escalas para que os alunos entrem em horários diferentes.

*Evitar atividades que gerem aglomeração nos intervalos e recreio

*Reduzir tamanhos de turmas, para aumentar espaçamento entre alunos

*Realizar treinamento de todos os funcionários (administrativos, professores, pessoal de limpeza,…) para a implementação de práticas de higiene e distanciamento físico

*Dar treinamento específico para equipes de limpeza, de modo a realizar a desinfecção dos ambientes, sempre usando equipamento de proteção individual (EPI)

*Aumentar a intensidade e frequência da limpeza

*Monitorar a saúde de funcionários e alunos

*Fornecer orientações claras sobre como proceder em caso de alguém apresentar sintomas, criando espaço para a separação temporária dessas pessoas, sem criar qualquer tipo de estigma

*Fornecer orientações claras de quem não deve ir à escola, entre alunos e funcionários da escola que são do grupos de risco.

*Dar ênfase à lavagem das mãos e à etiqueta respiratória (cobrir a boca e o nariz ao espirrar com lenço de papel, descartando-o em seguida no lixo. Caso não tenha lenço de papel, utilizar o antebraço, para tossir ou espirrar. Além disso, evitar tocar olhos, nariz e boca sem ter higienizado as mãos, o que deve ser feito com frequência).

Estes  protocolos  só terão um resultado satisfatório se houver a colaboração de todos, alunos, pais, professores e demais funcionários da escola. Também se deve ter atenção e cuidado ao uso da mochila, os médicos orientam que os alunos devem apenas levar o essencial para a escola. E esta deve ser higienizada quando retornar a casa. Também deve-se continuar com uso de máscaras e  higienizar as mãos ao entrar e sair da escola.

Medos e ansiedades na volta às aulas

Mesmo com todos os cuidados , muitos são os medos dos pais e também professores com este retorno.  O desafio de retomar aulas e suprir as perdas na aprendizagem  se mistura com a alegria da convivência, e o medo da contaminação pelo covid-19. Outros fantasmas também assustam: dificuldades financeiras, o desemprego, o término do auxílio emergencial e o aumento de casos de violência doméstica.

O retorno às aulas traz um dilema que traz ansiedade a todos, pois sabemos a importância da escola nas comunidades. Com este retorno pode haver um potencial aumento nos casos de covid-19, devido à maior circulação de pessoas transitando. Tudo ainda é incerto, e só o tempo dirá qual foi a melhor escolha.

Geana Krause

krausegeana@gmail.com

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