Arcanos do conhecimento

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A Criação é a culminação máxima do pensamento universal de Deus. Como tal, é perfeita em sua concepção.

Para o homem, que é uma partícula dessa Criação, só se acha manifestado à sua consciência aquilo que sua inteligência descobre, à medida que evolui em direção à mais elevada expressão de sua integridade.

Dentro da Criação, não é possível conceber a menor imperfeição. E, para evitar o paradoxo que é atribuir a ela as chamadas imperfeições do homem, é preciso admitir, pela força irrefutável da realidade, que a imagem do ser humano, como parte integrante da concepção universal, é perfeita; noutras palavras, o homem é um dos tantos produtos dessa Criação.

Entretanto, o fato de haver sido criado perfeito não implica que deva, necessariamente, desfrutar tal perfeição, pois isso não será possível enquanto não consiga identificar-se, por próprio esforço, com essa perfeição.

Eis, pois, quão grande é a sabedoria plasmada na própria Criação. O ser humano é um conteúdo maravilhoso de possibilidades, e é à razão e à inteligência do homem que corresponde a elevada missão de conhecer cada uma delas e alcançar tal identificação.

Todos os defeitos tidos como imperfeições, ao se falar das características humanas, das alterações de seus traços psicológicos e das deficiências de seu temperamento racional, são tão-somente resultados da ignorância em que o ser vive com relação às aludidas possibilidades.

A superação integral, chamada também aperfeiçoamento de si mesmo, não é outra coisa que o despertar da consciência, com cujo impulso começam a verificar-se no ser diversos movimentos psicológicos de profunda repercussão interna, que, ao porem em atividade as células adormecidas que em potencial contêm o papel assinalado a cada possibilidade, vão transformando a vida numa nova expressão, a qual, sob o rótulo de civilização, continua prosperando de idade em idade, até lhe ser dado alcançar sua máxima finalidade, que é a plena consciência de sua perfeição, que implicitamente significa o pleno e total domínio do pensamento-mãe da mente humana, em relação direta com o pensamento da Mente Universal. É o momento em que se estabelece uma conexão irrompível com os verdadeiros agentes do pensamento onisciente do Supremo Criador.

Pode, porventura, o selvagem ou o carente de toda cultura experimentar a realidade de sua existência e a da própria Criação, só pelo fato de viverem e de sua vida estar contida no físico humano? Que é, senão a ampliação de perspectivas, o que faz o homem conceber sua existência como a coisa mais preciosa que Deus lhe permitiu desfrutar, sendo motivo de tão grandes e gratas satisfações?
Por Carlos Bernardo González Pecotche (Raumsol) – Criador da Logosofia

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