Caffè Sospeso, uma oferta de dignidade

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Quem acompanha a coluna irá notar que eu escrevo espresso com ‘s’, ao invés de expresso com ‘x’, como manda a língua portuguesa. Minha rebeldia está relacionada à origem: o método foi inventado, em 1991, por Luigi Bezzera, um italiano da região de Milão.

Quatro anos depois, ele vendeu a patente para Desidero Pavoni, que começou a produzir comercialmente as primeiras máquinas de espresso (Ideale). De lá para cá, os modelos foram aperfeiçoados até chegar às máquinas que conhecemos hoje, que extraem o café com água quente altamente pressurizada, o que resulta numa bebida encorpada com aquela crema maravilhosa.

Inclusive, na região de Nápoles, há uma tradição para lá de especial envolvendo a bebida. Trata-se do “Caffè sospeso”, que significa deixar um “espresso” pago para alguém que não tenha condições de pagar. Isso acontece porque o italiano acredita que oferecer um café é ofertar o mínimo de dignidade e garantir um momento de felicidade na vida de um morador de rua. O barista do estabelecimento escolhe para quem dar a bebida. Quem quiser saber mais sobre esta prática é só conferir o documentário “Caffé Sospeso”, disponível no Netflix.

Lívia Andrade
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