Vidas Negras importam

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https://congressoemfoco.uol.com.br/seguranca-publica/assassinato-de-homem-negro-por-segurancas-do-carrefour-choca-politicos/

Todos os dias vidas negras são ceifadas. E novamente as manchetes de jornais noticiam que um homem negro foi espancado até a morte. João Alberto Silveira Freitas,  tinha apenas 40 anos, e jamais imaginaria que uma compra no supermercado levaria sua vida. O homem foi agredido por dois seguranças e um policial Militar.  Aos socos e pontapés, o sufocaram até a morte. O espancamento foi filmado e testemunhado. E o vídeo divulgado nas redes sociais, ganharam a mídia.

Se não houvesse o registro, talvez não saberíamos o que de fato teria acontecido.

Morto não fala! Apesar disso várias versões surgem, tentando justificar o injustificável. A ficha corrida de João foi levantada. Mas no momento da agressão  a vítima não portava nenhuma arma e estava imobilizada e indefesa. As cenas do vídeo são difíceis de serem assistidas. Um filme de terror que se repete dia à pós dia.

A vítima João Alberto Silveira Freitas,  estava fazendo compras com a esposa no supermercado Carrefour na cidade de Porto Alegre. Após um desentendimento com a caixa, foi conduzido ao estacionamento por três homens. Onde foi executado covardemente. Nada justifica ou apaga está violência excessiva e desproporcional.

O assassinato de João ocorreu da mesma forma que o assassinato do americano George Floyd. No mês da  Consciência Negra este fato vem  marcar ainda mais as lutas contra o racismo. Reforçando as vozes que foram caladas por anos. E que aos poucos vêm ganhando forças na resistência. Vozes ancestrais. Vozes de quem ainda é perseguido e morto covardemente. Vozes caladas, subjugadas. Vozes que gritam sem serem ouvidas.

O vídeo da morte de João foi filmado por pessoas que nada fizeram e são igualmente culpadas. Coniventes com tudo que acontecia. Outras pessoas também presenciaram a violência e se omitiram.

E me pergunto o porquê de não terem feito nada? Seria o reflexo da violência contra o negro ser algo aceito? Algo que já está normalizado pela sociedade? Será que as mesmas pessoas que presenciaram o fato agiriam de outra forma se fosse um homem branco?

Todos os dias vidas negras são perdidas. Que a morte de João não seja esquecida. Neste 20 de novembro, atos se espalham pelo país. Capitais como  Porto Alegre,  Brasília ,  Belo Horizonte movimentos antirracista se reúnem para gritar por justiça contra o assassinato de João Alberto Silveira Freitas.

Exigimos justiça para cada João, José e Maria morto por causa de racismo.  Que seus assassinos sejam julgados e  punidos. Racistas não passarão!

#VidasNegrasImportam

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Geana Krause
Sou pedagoga, psicopedagoga e escritora, tenho diversas obras publicadas para o público adulto e infantil. Trabalho na rede municipal de Porto Alegre (RS) há doze anos. Também ministro cursos e palestras para professores. Visito escolas para realizar oficinas literárias e “hora do conto”. Atuo como professora de pós-graduação de cursos na área da Educação. Tenho especialização em Educação Infantil e séries iniciais e também uma pós-graduação em Educação Especial e Inclusiva. Estou concluindo uma especialização em Gestão e Tutoria em EAD. Na literatura, além de escrever diferentes gêneros, faço assessoria como agente literária auxiliando pessoas que desejam ver suas histórias eternizadas em um livro. A Educação e Literatura são minhas grandes paixões, e em 2017 consegui reuni-las no projeto Reflexões e Práticas, do qual sou idealizadora e responsável pela organização. O primeiro volume do projeto foi publicado com o título: Reflexões e Práticas: Os desafios na área do saber (Editora Leia Livros). A coletânea teve como objetivo compartilhar ideias, reflexões e relatos, com base nas vivências dos profissionais em sala de aula, valorizar suas experiências nas mais diferentes áreas. “Reflexões e Práticas” procura aprimorar a experiências educativas, através de análises de conceitos didáticos e metodológicos. Teve seu segundo volume publicado em 2019, com o tema: “Os caminhos para a Inclusão Escolar” (Editora Darda). Agora, em 2020, o projeto segue com o tema “A educação em tempos de pandemia” e está recebendo textos de professores de todo o Brasil. Para mais informações de como participar do livro envie e-mail para: krausegeana@gmail.com.

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