/Invasão Russa! //

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Não sei que coceira foi essa que me deu nos miolos. Foi preciso um giro pela minha estante de livros, para se notar a tal desordem. Haviam muitos autores norte-americanos finalizando o acordo de paz com a embaixada brasileira, cabeceada por Clarice Lispector e Ferreira Gullar.

Na última Reunião do Armário, foi anunciada pelo Sargento ‘’velho de guerra’’ Lombada do Dicionário Aurélio, uma possível Invasão Russa vinda do norte, pela porta lateral do quarto.

Segundo o oficial, foi avistada a chegada de um pacote PAC com as inscrições da Editora 34, famosa entre os habitantes das prateleiras, por terem editado diretamente do russo, alguns clássicos da Literatura do eixo Euro-Ásia.

Iniciada por Liev Tolstoi com a obra ‘’A morte de Ivan Ilitch’’ que foi recomendada para o Emanuel pelo booktuber Yuri Rá.

Logo em seguida, depois de desvencilhar de mais um plástico, se encostou o clássico ‘’Bom Gigante Amigo’’ Crime e Castigo de Fiodor Dostoievski.
Tal importância, tal volume.

Na sequência, O Idiota e Memórias do Subsolo.
Passados os minutos, aquela Martha Medeiros, da estante do meio, passou uma mensagem para o Paulo Francis duas estantes acima, perguntando se havia mais algum gringo para chegar. Francis, sucinto, respondeu um rápido ‘não’ e, acionando o carrilho de sua Underwood, voltou para a revisão de sua coluna semanal.

E foi assim que os russos, enfim, dominaram a estante de madeira envernizada, e tomaram seus postos no devido nicho deste cronista compulsivo por leituras.

É sabido pelos leitores que a estante nunca fica cheia, mesmo quando repleta de volumes, pois há sempre mais um livro que se encaixa naquele vãozinho do canto, ali. Está vendo!?

Como diria um amigo, nem todo livro é para ser lido.
Às vezes tem uma questão afetiva envolvendo os volumes da estante. E as vezes colecionamos volumes para nosso próprio orgulho intelectual. Veritas! Veritadas!

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