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Este texto é uma carta de admiração. Sim, vou encher a bolinha de um trompetista cool, um cara romântico, que fuma cigarros noir, e que apesar da boa aparência, viveu a vida muito loucamente.

Chet Baker foi um jazzista com um peculiar refinamento. Difícil colocar certas frases no passado, como esta frase escrita anteriormente. Chet Baker não ‘’foi’’. Sim, carnalmente ele foi, morreu, já Elvis, mas artisticamente continua, seus álbuns estão aí, vivos com calor e batimento musical.

Já falei dos mortos que sobrevivem depois da morte, eu sei… eu sei… nossos gostos se repetem ao longo da vida, e ainda bem: É por estas as razões que se vive intensamente.

Chet toca nos meus fones de ouvido como quem sussurra juras de amor, com sua conhecida sensibilidade. Se há alguém mais cool que James Dean, com certeza é o Chet.

Nestes tempos isolados e solitários, gélidos de inverno, Chet conversa comigo, como um amigo imaginário.

‘’Autumn leaves… Upon my window…’’ e um copo de chá de cidreira é tudo o que precisamos para ouvir o álbum que gostamos. Estes sons provocam ecos amarelos em nosso mundo interior, há rojões de fogos de artifícios acontecendo a todo instante.

Alguns músicos conseguem a proeza de intimidade com seus admiradores, não é interessante o fato? Se fecho os olhos, a música me transmite um ambiente esfumaçado, Nova Iorque, um bar lusco fusco, de anúncios florescentes de bebidas, olhares felinos de mulheres provocadoras, paquerando a vítima masculina, com olhares luxuosos. Vejo pessoas vibrando, brindando com seus colegas de trabalho. Fumaça de cigarro, clima noir mesmo, aquele colorido mal feito do começo da década de 60, James Dean, manja?

Clima frio, sentado no sofá com gato no colo, começou mais uma do Chet. Bora lá, aproveitar as fumaças musicais cool dele!?

 

 

 

 

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