Paiva Netto
Na quinta-feira, 28/1, foi celebrado, pela primeira vez, o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo. A data foi escolhida em homenagem aos Auditores Fiscais do Trabalho Erastóstenes de Almeida Gonçalves, João Batista Soares Lage e Nelson José da Silva, e o motorista Ailton Pereira de Oliveira, assassinados em 28 de janeiro de 2004, durante vistoria a fazendas em Unaí/MG. No portal do Ministério do Emprego e Trabalho (www.mte.gov.br) tomamos conhecimento de que “desde 2003, o MTE libertou de condição análoga à de escravo mais de 30 mil trabalhadores em todo o país”.
De acordo com a matéria, “em 2009, o Rio de Janeiro foi o Estado em que a auditoria trabalhista resgatou o maior número de trabalhadores em condição análoga à de escravo. Do total de 3.419 resgatados no ano, 521 trabalhadores foram resgatados em estabelecimentos fluminenses, 15% do total. Pernambuco aparece em segundo lugar, com 369 trabalhadores resgatados (11%), seguido de Minas Gerais, com 364 trabalhadores resgatados (10,6%). Os Estados de Rondônia e Acre não tiveram nenhum registro de trabalhadores resgatados”.
É de se louvar o esforço de governo e sociedade civil na luta por virar uma página triste de nossa história. Mas toda a atenção é pouca, aconselha bem antigo ditado.
SOLIDARIEDADE COM A TERRA
O radialista Enaildo Viana, de Brasília/DF, me informa que o jornalista Hamilton Richard, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), em visita ao Templo da Boa Vontade (TBV), ao ler minha página “Solidariedade com a Terra”, publicada nesta coluna, destacou a importância da abordagem, manifestando interesse de lê-la mais detidamente.
Grato, Hamilton, pelo prestígio. O que tenho aqui proposto é que façamos uma profunda reflexão acerca de nossa própria sobrevivência, afinal o planeta pode não mais suportar desconexos atos humanos.
ECUMENISMO
Recebi do dr. Cícero Antônio de Araújo, também de Brasília, um fraterno e-mail no qual aborda o texto que escrevi dedicado ao sexagésimo aniversário da Legião da Boa Vontade, comemorado no último primeiro de janeiro: “Li com emoção o brilhante artigo alusivo aos 60 anos da LBV. Ao final, alentado meu espírito de verdades cristãs, concluí: benfazejos os ventos que espargiram a LBV pelo Brasil; alvissareiros os ventos que a tangerão no Ecumenismo Cristão pelo mundo afora, conduzida com segurança pelas mãos de Espíritos evoluídos na luz. Meus cumprimentos fraternais”.
Dr. Cícero, são pessoas como o nobre amigo que fazem da LBV esse campo neutro em que todos podem confraternizar.
José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com