/Francis 70 //

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No dia 2 de setembro nascia Franz Paul Trannin da Matta Heilborn, vulgo Paulo Francis. E estaria entre nós aos 70 anos não fosse o Lula, que o mataria do coração ainda em 1997, ano que Bill Clinton, um dos alvos do jornalista, ganha eleição nos EUA.

Francis era de uma inteligência opinativa sem igual. Mordaz e ferino na mesma medida, ninguém no jornalismo o superou, quanto ao nível informativo que ele tinha sobre as mais diversas mídias.

Creio até que seria um alivio para ele estar morto hoje, devido ao tanto que a imprensa mudou, e o quão jeca estamos hoje, reféns das canalhas redes sociais, verdadeiras fábricas de desinformações por minuto.

Francis ficaria furiosíssimo com os social-influencer de hoje (do qual também sou crítico voraz), do excesso blockbuster da cultura norte-americana, e com certeza, teria grandes opiniões sobre os caminhos da direita brasileira.

Caro Francis, que falta você faz para a nossa cultura social, de uma certeza, com sua franqueza opinativa textual e, sem vínculos partidários.

Por esta ocasião, tomo uma taça de suco concentrado de uva Aurora, safra atual, para assistir ao belo documentário ‘’Caro Francis’’ sobre o polemista encabeçado por Lucas Mendes.

Para finalizar esta puxação de saco sem igual, escrevi a pouco ‘’O fim da coluna de opinião, e da opinião’’ onde expus o quanto acho que nossa mídia anda jeca e sem nenhuma relevância a formação de nossa opinião.

Gostaria de um Brasil com mais Nelson Rodrigues, Euclides da Cunha, Paulo Francis e Diogo Mainardi, do que ser refém de uma opinião ideologicamente partidária da mídia, que se torna cabresta e sem amplidão de ideias. Gostaria de ler o que quiser, ouvir e me apoiar em opiniões alheias, sem ser taxado por alegorias ideológicas, por meras filiações partidárias de seus autores.

Paulo Francis não escrevia ideologicamente. Fazia seu trabalho contando com sua própria convicção.

O politicamente incorreto e a cultura do cancelamento, são olhares velados do Grande Irmão da obra de George Orwell atualmente. E adoramos viver assim.

Fica a dica: Leia Paulo Francis para não ser ideologicamente, um Jeca!

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