@Paulo_Mendes_Campos.cronista

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@Paulo_Mendes_Campos.cronista

À primeira vista, Rubem Braga não era nada perto de Martha Medeiros, que não era nada perto de Danuza Leão.  Assim como achava Xico Sá um revolucionário na escrita da crônica, pois desconhecia Paulo Mendes Campos.

É que antes eu achava muito… Só agora estou pensando e concluindo melhor as coisas.

Conheci Paulo Mendes Campos em 0,53 segundos, dentre os 39.400.000 resultados. Lá estava ele, exprimido na divisa de abas entre o Facebook e o Yahoo.  Naquele dia, nas entrelinhas das páginas do Google Chrome, conheci um grande escritor.

‘’O amor acaba’’ foi o nosso primeiro encontro. Conversamos sobre as paixões e anseios do sentimento mais profundo, a tempo para acabar nosso café carioca.  A partir daí nossa amizade só cresceu, e foi se solidificando nas várias páginas de crônicas, batidas a Underwood, publicadas nos melhores sites literários da net.

Reconheci algumas raízes: Uma ponta de Xico daqui um Carpinejar dali e todos copiaram, ou melhor, copiamos, imprimimos Paulo Mendes Campos e sua lírica em nossos próprios textos.

Fundador da crônica lírica, Paulo Mendes Campos inaugurou no gênero a fala dos sentimentos antes do prazo de entrega da coluna do jornal expirar.

Volta a máquina. Plim! Do jeito que gosto, o cronista troca conversas inusitadas entre gêneros, prosa e poesia se colorindo e traduzindo tudo o que gostaria de escrever se fosse um cronista tão bom quanto ele.

Não contente com o cotidiano banal, das coisas feitas de cimento e pedra, o cronista mergulhou nos sentimentos, que fazem mais sentido para a coluna de jornal. Íntimo ouvinte da voz do miocárdio, conhecedor das origens da paixão e um exímio observador do carinho, ele sussurrou versos às linhas, que precisaram ser transformadas em prosa para serem aceitas pelos editores, e publicadas nos tabloides. E esta foi sua mais admirável sacada!

Estas poucas linhas aqui escritas, não são nada menos que uma admiração, mesmo que tardia, para este homem que é hoje, uma das maiores vozes da crônica nacional.

‘’(…) o amor acaba. Onde? Quando? Como? Numa esquina (…) num domingo de lua nova, depois do teatro e silencio; e acaba também em cafés engordurados, diferente dos parques dourados onde começou a pulsar? (…) ‘’

Não caro Paulo, o amor, que cultivo por você, não acaba. Só dura na distância do infinito, como diria seu colega Vinicius de Moraes.

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