/Poesia, o melhor remédio//

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/Poesia, o melhor remédio//

Conversando com um amigo que está passando por uma fase difícil, e entre umas e outras reflexões que fazíamos, surgiu o ótimo aforismo de que a poesia em certas ocasiões é o melhor remédio contra o que nos aflige e nos atordoa o espírito. Que ela, diferente de outras artes, exorciza os momentos de amargura e pequenez diante da vida.

 

A poesia diz o que o coração sente. Poesia norteia, ajusta, tranquiliza, o lirismo do eu-mesmo. No dizer da sensibilidade das palavras é aonde o papel consegue exprimir a voz do palpitante.

A inexplicabilidade do orvalho; O canto das gralhas; O passo dos caramujos; O pular dos grilos; A ordem das árvores; O silêncio das areias; O farfalhar das folhas;

Manoel de Barros já pincelava a possibilidade de que a natureza já sabia mais de poesia do que nós, Homo Sapiens habitantes da selva de pedra.

Em nossa cegueira cotidiana, perdemos a sensibilidade de prestar atenção ao tempo das pedras e das sementes. Nosso tempo não é o mesmo daquelas pedras. O tempo das pedras também não é mesmo que o da semente, que não é o mesmo que o nosso. O nosso tempo é único.

Poesia não tem tempo. Nem perde tempo para se explicar. Ela está por aí, em todo lugar, esperando ser ouvida e, quem sabe, vista. E só quando percebida, ela é declamada, a plenos pulmões emocionados.

Poesia não tem tempo. Nem perde tempo. Um poema só é realmente lido quando sentimos algo maior brotar em nós, se formar em nós, a partir da leitura. Uma novidade na nossa assimilação mundana.

Poesia é o melhor remédio contra as percepções ultrapassadas. Ela pode ser fagulha para toda uma nova forma de se visualizar novos horizontes.

Talvez sua hora já tenha chegado, mas você ainda não tenha lido os poetas corretos. Tudo bem, cada momento é único, aproveite como puder.

Talvez sua poesia esteja dentro de uma pedra, escondida em um diamante.

A pedra perguntou a semente ‘Há quanto tempo está aqui?’ à semente, não entendendo, retrucou: ‘O que é o tempo? ’

Nem todo fim, se encerra com um ponto final.

Durma com essa.

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