Solidariedade, compromisso e união marcam trabalho do ‘Costureiras do Bem’

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As máscaras de TNT foram confeccionadas de forma voluntária pelo grupo (Fotos: Divulgação)

Formado de uma maneira espontânea e voluntária por meio de uma rede social, o grupo ‘Costureiras do Bem’ produziu mais de 3 mil máscaras de TNT recentemente, para doações em São José do Rio Pardo, que foram destinadas inicialmente ao PPA Central, Posto de Saúde e Polícia Militar, com o propósito de evitar a transmissão e conter a disseminação do Covid-19, através do trabalho, compromisso e união de 27 pessoas, dentre costureiras e ‘auxiliares’. Atualmente, o grupo segue produzindo para a realização de mais doações.

 

De acordo com a microempresária Luciana Germek, que teve a ideia de confeccionar os materiais, além de também ter doado TNT, a colaboração do grupo foi de “muita importância” durante o atual período de pandemia, pois as participantes trabalharam em suas próprias casas, disponibilizando seu tempo, além de se organizarem mutuamente para que as produções dessem certo. “As costureiras foram de um grande coração. Elas possuem rapidez, agilidade e são caprichosas. Fiquei impressionada com a bondade e a disposição delas. Particularmente só doei o TNT e agreguei as pessoas. Não fazia ideia do quão grande seria esse movimento e do quanto essas mulheres seriam motivadas.”

Já a modelista e empresária Raquel Martins, que também ajudou a cortar as máscaras e desenvolver um modelo no TNT, devido à confecção ser caseira, ressalta que nem todas as integrantes eram costureiras, mas possuíam os materiais e se prontificaram a ajudar. “Pois era um trabalho simples e fácil. Elas colaboraram com a ida e a volta das máscaras, além de levarem e entregarem, porque tinham pessoas que não podiam sair de casa. Foi muito fantástico.”

 

Equipe do PPA Central também recebeu doações de máscaras

“Linha de frente”
Raquel afirma que o processo da construção das máscaras teve início para colaborar com o PPA Central e, posteriormente, com o Posto de Saúde, em que os profissionais estão na “linha de frente” no combate ao coronavírus, além da Polícia Militar. “Fizemos para que eles pudessem oferecer máscaras aos pacientes. E também aos policiais, que estavam trabalhando para nos proteger. Com isso, poderíamos achatar a curva de contágio (do vírus) no município. Essa ação foi realmente para ajudar, para servir a população.”

 

Alguns modelos de máscaras com quatro camadas

Relacionamento e dificuldades
Sobre o relacionamento das participantes, a modelista conta que a microempresária Luciana pediu que o grupo fosse “bem harmonioso”, que deixasse os pensamentos negativos de lado e transmitisse apenas “bondade”. Sendo assim, as costureiras davam dicas, pois não havia elásticos para fabricar, o que gerou certa dificuldade. Porém, não teve desperdício e nenhum “processo de retrocesso”. “Então, desenvolvemos um jeito das alcinhas serem adaptadas nas orelhas. Depois, fizemos outra máscara, sem ser camada única, mas sim tripla. E até com quatro camadas, de amarrar atrás da orelha.”

Mais doações e outros locais
Raquel ainda ressalta que o grupo recebeu doações de TNT por meio de diversas pessoas, o que fez com que o número de materiais produzidos e doados fosse ainda maior. “Houve costureiras tão bondosas que começaram a receber e passaram a fazer (as máscaras) por conta própria.”

Já a professora aposentada Fátima Guimarães Pereira Siqueira Dias, que também colaborou com a ação como costureira, afirma que após a finalização das doações iniciais, o grupo começou a confeccionar os materiais para outros locais, como em várias áreas da Saúde municipal, de acordo com a necessidade da população. “Também em bairros carentes, para a escola Cáritas levar às famílias, ao Almoxarifado da Prefeitura.”

 

Máscaras de tecido e negócio
Ela conta que as costureiras estão confeccionando máscaras de tecido de algodão por causa do Decreto nº 6.234/2020, publicado no dia 15 de abril, em edição extraordinária do Diário Oficial, que tornou obrigatório o uso de máscaras na cidade. “Pretendemos entregá-las nos bairros e à população mais carente, mas também continuamos produzindo as de TNT. Quero continuar trabalhando com o grupo e acredito que ele não vai parar.”

Luciana também revela que o grupo tem potencial para que um “negócio de confecção” seja criado no município. “Inclusive, um centro de confecção. Futuramente vou conversar com o pessoal do Sebrae a respeito disso. Esse grupo não pode ‘se perder’.”

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