Rio Pardo: 155 anos de história

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O mês de março chegou e, com ele, o aniversário de 155 anos de São José do Rio Pardo, que é celebrado no dia 19 (quinta-feira), trazendo à memória muitas histórias e recordações deste município, que possui uma população batalhadora e determinada.

Portanto, com base em textos do livrete publicado pelo falecido professor e historiador: Rodolpho José Del Guerra – 2ª edição – 1997, o Zinho expõe um pouco sobre a vasta história da cidade:

As origens do município remontam ao início do século XIX, segundo a historiadora Amélia Franzolin Trevisan, quando, por volta de 1815, o sesmeiro (encarregado de distribuir as ‘sesmarias’, que eram os terrenos sem culturas ou abandonados, dos quais a antiga legislação portuguesa, com base em práticas medievais, determinava que fossem entregues a quem se comprometesse a cultivá-los) português, Capitão Alexandre Luís de Mello, e seu clã, vindos de Minas Gerais, se instalaram nas terras do vale do Rio Pardo entre os rios Fartura e do Peixe. Depois disso, muitos agricultores vieram de outras províncias, principalmente da de Minas Gerais, atraídos pela fertilidade do solo de Rio Pardo.

E muito antes de existir a Capela, em Rio Pardo, que teve fundação em 4 de abril de 1865, e era a esperança de autonomia política para a população, além de representar a assistência religiosa, já existia um quadro rural formado. Na época, a forma de governo era chamada de ‘império’, e a Igreja estava intimamente ligada ao Estado.

Coronéis, senhores, aristocratas rurais, conviviam com os escravos. E com o movimento abolicionista e a decadência da mão de obra escrava, novos personagens entraram em Rio Pardo: os imigrantes, que trabalharam nos cafezais, também ampliando também o quadro urbano.

Os imigrantes desenvolveram a cidade com um novo comércio, casas bancárias, de câmbio e descontos, pequenas fábricas, oficinas de fundo de quintal, restaurantes, pousadas. Eles movimentaram a vida cultural com suas sociedades, escolas, festas, imprensa, concertos, sessões literárias, manifestações políticas.

Além disso, graças ao café, a vida urbana estava formada. Ele era apreciado e procurado, quando um grupo de agricultores, liderados por José da Costa Machado e Souza, criou o Ramal Férreo do Rio Pardo, inaugurado em 1887, com a chegada do primeiro trem, e, no ano seguinte, transferido à Companhia Mogiana.

Durante o período, conservadores e liberais também conviviam com republicanos, que agitavam uma nova forma de governo: a República. Em 1889 aconteceu a Proclamação da República, e, em agosto do mesmo ano, três meses antes da Proclamação, um acontecimento político ressoou, projetando a Vila de São José do Rio Pardo, que foi elevada à categoria de Cidade em maio de 1891, com a denominação de Cidade Livre do Rio Pardo, que vigorou por apenas oito dias, pois os rio-pardenses preferiram primeira denominação e original: São José do Rio Pardo.

Para encerrar, muitos outros eventos aconteceram no município logo depois, dos quais contribuíram com a história e a evolução da cidade.

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