JEJUM NA PRÁTICA DE EXERCICIO TRAZ BENEFÍCIOS?

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Quando aparece uma tendência defendida por alguma “celebridade” nas redes sociais, muita gente começa a adotar aquilo como única e absoluta verdade! O que acho preocupante é quando não há um mínimo raciocínio ou questionamento fisiológico para analisar as “verdades absolutas” colocadas em questão.

Diversos estudos já mostraram que ao realizar uma atividade física em jejum, ocorre maior mobilização de gordura corporal, o que poderia ser uma vantagem para quem está precisando eliminar alguns quilinhos, não é? Porém, essa oxidação de gordura que ocorre inicialmente não é tão significativa e existem mais desvantagens do que se possa imaginar.

O grande problema do jejum intermitente para praticantes de exercícios físicos é que, ao associarmos o gasto energético ao baixo nível de glicose no sangue, poderá levar a um estado hiperglicêmico, isto é, a quantidade de energia disponível para realizar o exercício encontra-se diminuída. Em um estado de hipoglicemia podem surgir alguns sintomas que vão desde se sentirem vagamente mal até convulsões, desmaios e, raramente, dano cerebral permanente ou morte.

Além disso, o seu rendimento nos treinos também passa a ser menor. O que seria mais interessante: adicionar esforço ao exercício ou diminuir o número de refeições diárias? Fico com a primeira, afinal, não passo fome e o meu treinamento pode ser mais intenso.

É importante ressaltarmos que no jejum intermitente aumenta a proteólise (PERDA de massa muscular), pois quando falta energia vinda dos carboidratos, o corpo começa a mobilizar os estoques de proteínas (na carência de glicose o organismo aumenta, sim, o consumo de gordura, mas também de proteínas).

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