Imaginação: imagens em ação

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CARLOS BERNARDO GONZÁLEZ PECOTCHE
A Logosofia define a imaginação como imagens em ação. É indubitável que se faz necessária a realização de um processo de conhecimento para que essas imagens se movam equilibrada e inteligentemente. Deve-se subentender que no ser carente de ilustração acerca dessa realidade, essas imagens se movem de forma discricionária, caprichosa ou arbitrária.

A imaginação deve ser tratada com sumo cuidado. Não deve influir na vida do estudante desta ciência, embora ele saiba que, circunstancialmente, pode servir-se dela para suas explorações no mundo metafísico. Nesse caso, estará vigilante para que ela cumpra sua função sem se exceder em suas informações.

A imaginação é criadora somente quando não se afasta da realidade

Na mente, a forma como hipertrofia as imagens, que ela apresenta como reais, promove confusão e engano. É frequente confiar nela em demasia e, no final das contas, atribuir as consequências a outros fatores, nunca à própria imaginação. Por essa razão, deve-se previnir contra sua influência, que é necessário neutralizar.

A imaginação convida ao comodismo. A pessoa crê que vai a todas as partes, e não aparece em nenhuma; embriaga-se com a ficção, e, de mil projetos, raras vezes e com muita dificuldade consegue levar um até o fim. Para a imaginação tudo parece fácil, e insiste com o ser para acreditar nisso. Essa manobra tira força da vontade, que acaba por ser anulada. Mesmo que a imaginação, quando conduzida pela inteligência, possa prestar às vezes algum serviço, não é recomendável recorrer a ela.
Na realização de todas as coisas, especialmente as difíceis, é a atuação da inteligência a que deve prevalecer, pois ela move e ativa a vontade para cumprir com êxito sua gestão. Esquecer esta realidade é preferir uma inferioridade que ninguém pode nem deve desejar.

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