CEM ANOS DE SOLIDÃO

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Olá, leitores! Ainda falando sobre livros, separei para hoje um dos melhores que já li. É uma estória engraçada, surreal, fantástica, fabulosa, um dos livros mais traduzidos e vendidos no mundo (embora sei que isso não é selo de garantia de qualidade porque até o péssimo Paulo Coelho conseguiu esta façanha). Me desculpe a Literatura Brasileira, mas o colombiano Gabriel García Márquez passou a perna em todo e qualquer escritor nacional e mundial quando criou o universo de Cem anos de Solidão.

Lançada em 1967, possui grande influência até os dias atuais em áreas artístico-literárias e científicas, além de ganhar um singelo Prêmio Nobel da Literatura em 1982. Escrito em espanhol, a narrativa conta a saga de várias gerações da família Buendia/Iguarán, fundadora do vilarejo Macondo. José Arcadio Buendía e Ursula Iguarán são as raízes da história e seus descendentes (que, acredite, são muitos e, por isso, recomendo a construção de uma árvore genealógica para facilitar a leitura – é só proocurar no Google que conseguimos achá-la pronta) bordam o emaranhado de vidas e aventuras que surgem ao longo do livro.

Personagens capazes de voar, ou de nunca morrer, ou de ser tão bela que quem a vê acaba se matando porque não há como aguentar tanta beleza, são só alguns exemplos da pitoresca família que cativa o leitor. García Márquez se lança num mar de realismo mágico e consegue milhões de leitores fiéis e seu livro passa a ter tamanha influência que Macondo se torna um símbolo da América Latina.

E de onde vem todo esse sucesso? Aliás, fazer sucesso não é difícil (basta olharmos para as letras de música de cantores como Anitta e qualquer outro que faz moda) e qualquer um pode fazer. O que Gabriel conseguiu foi eternizar uma obra de arte profundidade. Esse fato se deve à grande investigação que o autor fez sobre fenômenos do mundo e da vida para construir seus personagens. Recorreu a textos bíblicos, obras de arte do Renascimento, das grandes navegações, das lutas de independência do século XIX e da história das ditaduras pelo mundo. Seja pela militância política da época, ou pelo fascínio fantástico da obra, Cem anos de solidão foi, sem dúvida alguma, um grande marco na história da Literatura e o número um no meu histórico de leitura.
Leiam e assistam meu canal. Até a próxima.

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