O homem do Castelo Alto – a II Guerra sendo vencida pelos Nazistas

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Olá, leitores! Semana Euclidiana acontecendo na cidade, muitas festividades culturais realizadas e nomes de peso presentes no evento. Espero que todos estejam aproveitando a oportunidade de acompanhar de perto essa programação. Eu estou aqui, alguns quilômetros distante e só me resta escrever para vocês nessa página (além, é claro, de usar a imaginação e criar um cenário euclidiano na cabeça). Papos de lado, vamos ao ponto: hoje, mais uma vez, o mestre Philip Dick será citado nessa coluna.

Um cenário sombrio, pós II Guerra e os Nazistas conquistam o poder. Como seria? Como estaria a economia do mundo? Os sobreviventes? Os negros e judeus? Sim, concordo que é assustadoramente aterrorizante e muitos vão evitar imaginar uma hipótese de erro na história, mas Dick ousou e criou o angustiante mundo em O homem do Castelo Alto.

O livro é ambientado nos anos 60 (15 anos após o final da guerra) e Alemanha e Japão assumiram o poder. Os EUA foi palco do assassinato do presidente Rooselvelt e, após seus substitutos assumirem o governo, ninguém foi capaz de sanar a Grande Depressão de 1929, o que fez com que o país assumisse uma atitude política isolacionista, não se envolvendo na Guerra e sendo o motivo do poder assustador Nazista. Negros viraram escravos, judeus (os que restaram) se escondem sob falsas identidades, os EUA foram divididos e Hitler, ironicamente, é afastado do poder, passando a liderança para Martinn Bormann.

Não há mais povos eslavos e africanos. Grandes campos de concentração e laboratórios terríveis em que experiências humanas são legalmente permitidas e cobaias vivos são usados para a busca da raça perfeita através da eliminação cirúrgica de imperfeições.

A Guerra Fria acontece entre Alemanha e Japão que, após assumirem o poder em conjunto, começam uma disputa por um império único.

Esse é o panorama descrito por Dick e que causa muita angústia e temor à cada página virada. A vontade é encontrar uma rebelião nas linhas seguintes, entretanto, Dick nos mostra como a história é construída com normalidade e adaptação – seres humanos são adaptáveis, não? Quanto mais lemos, mais vemos que o ser humano consegue entrar numa zona de conforto independente da situação externa e que por isso muitos estão felizes e satisfeitos com o governo da obra.

É um livro frio, angustiante, mas que também nos faz questionar sobre a aceitação: até que ponto podemos naturalizá-la?

Leitura obrigatória. Abaixo meu canal no youtube e até a próxima!

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