A importância do espírito na vida do ser humano (Parte 2)

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Parte 1

Já dissemos que a alma integra o ser físico em sua parte psicológica; por conseguinte, concerne a ela a tarefa de transformar a mente numa espécie de ateliê de escultura e criar, no ser a quem anima, o hábito, nunca suficientemente ponderado, de vigiar, superando-os, pensamentos e ações. Os primeiros reajustes disciplinares, possíveis de realizar por meio de método logosófico, permitem a intervenção gradual do espírito, o qual, ao tomar as rédeas da vida, vai introduzindo no ser fecundas variações em sua forma de pensar, de sentir, de ver, de entender. É assim que se produz a identificação do espírito com o ente físico ou alma, identificação que culmina com sua mais alta manifestação quando o homem cumpriu todas as etapas de seu aperfeiçoamento.

O espírito humano não possui o dom da autoevolução consciente.

Como unidade cósmica, requer aperfeiçoar-se, tomando consciência, enquanto evolui, dos conhecimentos que existem na Criação. Tal afazer requer seu necessário acoplamento com a alma ou ente físico, fato que se produz por imantação da mesma força hereditária que os atrai e pela participação permanente da consciência. Ambos, espírito e alma, começam assim a percorrer juntos o longo caminho da evolução consciente, completando-se em seu percurso a grande experiência que há de revelar ao homem o enigma culminante de sua existência.

Quando o homem eleva sua mente acima das preocupações comuns, surge em sua inteligência um vivo resplendor que se projeta sobre as coisas que concernem ao espírito, familiarizando-o com elas. Em sua mente flui uma nova capacidade de compreender e de realizar, e invade sua alma um estado super-humano, pois implica nada menos que o enlace de sua inteligência com o mundo superior, com o mundo das grandes ideias, dos pensamentos elevados e das altas concepções do espírito. É ali onde o homem percebe que se diviniza, porque, em seu progressivo esforço de superação, alcança as privilegiadas regiões do espírito e estabelece os primeiros contatos com a vida universal, onde reina o Pensamento de Deus.

A Logosofia tem expressado reiteradamente que não há outro intermediário entre Deus e o homem que seu próprio espírito, com quem deve vincular-se e a quem deve oferecer a direção de sua vida. Alcança-se essa finalidade enriquecendo a consciência por meio do conhecimento transcendente, pois só assim pode o homem compreender qual é sua missão e como está constituído seu ser imaterial, seu próprio espírito, agente que responde ao influxo da eterna Consciência Universal e leva consigo, através dos tempos, o signo cósmico da existência individual.

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