Descanso: uma nova atividade – Carlos Bernardo González Pecotche

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Uma das experiências logosóficas que mais tem chamado a atenção de muitos é a que impele a estar sempre mentalmente ativos, como condição indispensável para conseguir realizações efetivas, ou seja, de caráter permanente. Não sendo assim, não se poderiam obter as grandes vantagens que a Sabedoria Logosófica preconiza. Mas será absolutamente necessário manter um ritmo constante de atividade mental? Fatigar a mente com um contínuo tráfego de pensamentos não poderia ser prejudicial?

Tudo depende de como se considerem ou se entendam as coisas. Em primeiro lugar, o método logosófico estabelece que, aos trechos intensos de estudo ou de atividade mental, devem seguir outros de descanso, durante os quais é recomendável ocupar a atenção em coisas úteis, em lugar de entregar-se a distrações pueris. Desse modo, a mente recebe uma compensação feliz que a descansa num proveitoso sossego e a prepara, ao mesmo tempo, para uma nova atividade. Por outro lado, o descanso físico e psicológico que o sono proporciona durante a noite é mais que suficiente para restituir os desgastes produzidos pela vigília.

A vida, para cumprir seus ciclos de renovação, deve estar, tal como os rios, em permanente atividade

Quer dizer, então, que o descanso é necessário à mente, mas concebido sempre de forma proveitosa e alternando-se com estudos intensivos? 

Para maior compreensão, será apresentada uma analogia: os ensinamentos logosóficos são como a água cristalina que flui de um lençol fecundo. De um lado, levam consigo a força fertilizante, e, de outro, saciam a sede. Não se deve deixar que essa água se estanque, pois correr-se-ia o risco de converter em lamaçal o que deveria ser vale fecundo.

Como se pode apreciar na própria Natureza, a vida, para cumprir seus ciclos de renovação, deve estar, tal como os rios, em permanente atividade. 

Todo instante inativo sempre tende a prolongar-se além da conta, transformando-se em preguiça. Para evitar cair em tão sedutora prostração, os preceitos logosóficos devem fixar ou estabelecer como norma uma atividade que exclua toda inação, sempre perniciosa. 

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