A CONSTANTE GUERRA DOS MUNDOS EM UM MUNDO CONSTANTE DE GUERRA DE EGOS

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Olá leitores do OJornalzinho, dessa vez nossa missão é destrinchar um livro de H .G.Wells, o pai da ficção científica. Sua bibliografia é vasta e muito apetitosa e, por esse motivo, é um prazer escrever sobre “A Guerra dos Mundos”.

Pânico nas ruas de Londres porque os marcianos inteligentes estão invadindo o planeta para se alimentar da raça humana. O narrador, apresentado em primeira pessoa, descreve o cenário e levanta questões intrigantes sobre o mundo, sobre a vida e tudo o mais.

A primeira indicação relevante é traçada num paralelo entre os seres humanos e os animais. Há uma inversão na cadeia alimentar e o homem, com toda a sua arrogância e egocentrismo, passa a ocupar um lugar ao lado do gado de corte. Deixamos de significar alguma coisa para a evolução, construção e dominação do mundo para cumprir o objetivo de engorda e alimentação de outros seres predatórios superiores.

Outro aspecto simbolizado fortemente nessa obra de Wells foi o fato de ter usado a ficção científica para fazer uma aguda crítica à sociedade vitoriana da época: quando ele descreve a aniquilação das pessoas por um exército maior de aliens, ele está invocando fatos históricos sobre o Exército Britânico que, no controle desde o final do século XVI, causou o mesmo massacre e ruína de povos menores que colonizou.

Podemos embasar esses dois apontamentos no trecho do seu próprio livro: “…antes de julgá-los (os aliens) com severidade, devemos nos lembrar das destruições totais e implacáveis que nossa própria espécie empreendeu, não apenas contra os animais, como os extintos bisões e dodôs, mas contra as raças humanas inferiores…somos, por acaso, apóstolos da misericórdia para podermos nos queixar de que os marcianos tenham feito a guerra no mesmo espírito?”

Wells, brilhantemente, conseguiu criar um questionamento incômodo para a sociedade da época.

Por que ler? Vários são os motivos. Primórdios da ficção científica, um clássico, questionador, prazeroso e várias outras razões. Existe filmes e o mais recente é do Spilberg, com o Tom Cruise como protagonista. Particularmente, não acho um bom filme. Foge da história e os personagens são muito exagerados, entretanto, é um entretenimento.

Leiam, assistam, “culturem-se”! O que importa é pensar! Sempre! Abaixo, meu canal no youtube (entrem lá e deixe seu comentário) e até semana que vem!

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