Engenharia Civil X Arquitetura X Design de Interiores | Penna Arquitetura e Urbanismo

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Salve galera, tudo bom com vocês? Arquitetura e Urbanismo, Engenharia Civil, e Design de Interiores, são profissões que diferem entre si, em diversos aspectos, embora o trabalho de um complemente de certa forma o do outro.

Em termos legais, tanto o Arquiteto como o Engenheiro podem atuar na edificação, se responsabilizando pelos projetos, execução e fiscalização das obras. Porém, a diferença desses profissionais está principalmente na sua formação acadêmica, que tem focos diferenciados. Por isso, cada um atua muito melhor em um aspecto específico da construção do que o outro. A grande diferença é que o Arquiteto participa mais do ramo criativo, no planejamento da obra, enquanto o Engenheiro Civil participa ativamente da construção, na parte relacionada à infraestrutura.

Por serem áreas muito próximas, é relativamente comum que um engenheiro tenha noções sobre o trabalho do arquiteto e vice-versa. Contudo, é preciso lembrar que estas semelhanças, embora até possam fazer com que apenas um profissional atue na sua construção, você irá conseguir um trabalho de maior qualidade quando juntar o trabalho dos dois.

Já o Designer de Interiores acaba se distanciando um pouco dessas duas profissões, já que ele não tem liberdade para fazer alterações na construção, como por exemplo, demolir ou construir paredes, ou seja, seu trabalho se limita na modificação do layout interno, sem interferir na estrutura do local. Ele geralmente complementa o trabalho do Arquiteto e faz um planejamento mais detalhado do interior.

Se você se interessa por esse tema, confira a seguir as principais características de cada uma dessas carreiras.

  1. ARQUITETURA E URBANISMO

De maneira bem sucinta, o Arquiteto e Urbanista é o profissional responsável por criar, projetar e planejar espaços, visando melhorar a qualidade de vida das pessoas que neles vivem. Para isso, leva em conta os aspectos técnicos, históricos e culturais do meio ambiente. Em seus projetos ele deve associar a estética, ao conforto e funcionalidade. Ou seja, deve-se analisar a ventilação, iluminação, dimensões, entre outros.

A formação acadêmica aborda mais a área “humana” da construção, sendo voltada para as artes, cultura, sustentabilidade e impacto social. Esse profissional é responsável por conversar com o cliente, entender o que ele espera da edificação e, com isso, elaborar um projeto que contemple suas necessidades e preferências. Dessa forma, na prática, geralmente é o arquiteto quem dá início aos estudos para elaboração e planejamento da futura obra conforme as vontades do cliente. Na planta que o Arquiteto elabora, está representada a melhor maneira de aproveitar os espaços, além de ideias ligadas ao paisagismo e design de ambientes. Sempre levando em conta a ventilação, iluminação e insolação do local. Determina também o tipo de revestimento a ser utilizado nos pisos, paredes e forros.

Portanto, o curso de Arquitetura mistura disciplinas de Ciências Humanas e Exatas, envolvendo tanto conhecimentos ligados à Engenharia Civil (cálculos e projetos estruturais, elétricos e hidráulicos) quanto disciplinas como Conforto Ambiental e História da Arte. Porém, as disciplinas de cálculo não são tão aprofundadas quanto na engenharia, mas ajudam o profissional a verificar antecipadamente se o seu projeto é viável.

Quando se trata de construção civil, a maior diferença entre o Arquiteto e o Engenheiro geralmente se dá pelo fato de o Arquiteto ser contratado para a elaboração da planta, da distribuição dos espaços internos e da fachada, e o Engenheiro ser contratado para o cálculo e dimensionamento das colunas, vigas e lajes. Porém, vale lembrar, que ambos os profissionais podem se responsabilizar pelas diversas atividades que envolvem a construção. Já a maior diferença entre o Arquiteto e o Designer de Interiores se dá pelo fato de o Arquiteto lidar não apenas com o interior do local, como também com o exterior, o urbanismo, o paisagismo e a construção civil.

É importante dizer que, com relação às atribuições específicas, somente os arquitetos são autorizados a exercer trabalhos de restauração de patrimônio histórico.

  1. ENGENHARIA CIVIL

O Engenheiro Civil busca soluções técnicas para a implantação do projeto do arquiteto. Ele trata da execução do projeto arquitetônico e é responsável por projetos complementares (estrutural, hidráulico, entre outros). Ele tem uma formação acadêmica mais voltada para a área de “ciências exatas”, incluindo várias disciplinas ligadas à matemática e à física. Desse modo, ele está mais habituado a fazer os cálculos necessários para concretizar o trabalho do arquiteto com total segurança.

Como o Engenheiro acaba se envolvendo mais com a parte estrutural da construção, ele analisa as forças e cargas a que a edificação estará sujeita. Pode avaliar a capacidade de suporte do solo do terreno, definir o tipo de fundação e dimensionar a estrutura da obra como estacas, sapatas, pilares, vigas e lajes. Calcula as dimensões e a quantidade de colunas necessárias, faz a distribuição de cargas em cada ambiente e especifica a resistência dos materiais a serem utilizados na obra visando à economia, estabilidade e segurança da construção. Além disso, normalmente é ele quem dimensiona as instalações elétricas, hidráulicas e sanitárias, bem como acompanha o desenvolvimento da obra para que tudo seja feito conforme especificado e dentro das normas técnicas.

Além da realização dos cálculos de uma edificação e do acompanhamento dessas obras, pode também atuar projetando, calculando e gerenciando obras de portos e aeroportos, de rodovias, de pontes e viadutos, estradas e ferrovias, hidrelétricas e barragens. É o responsável também pelo sistema de abastecimento de água e coleta de esgoto de uma cidade, além da drenagem de águas pluviais, entre outras obras. Nesses casos, o arquiteto não pode atuar como responsável técnico e nem acompanhar a execução de uma obra dessas sem a presença de um engenheiro civil.

  1. DESIGN DE INTERIORES

O Designer de Interiores é o profissional habilitado para atuar em projetos de interiores, auxiliando o arquiteto a resolver os espaços da edificação de forma a atender melhor as necessidades do cliente, para complementar o fechamento da obra.

Seu trabalho é projetar, organizar e decorar ambientes internos, levando em consideração a harmonia de elementos como cores, texturas, luz e sombra. A sua função é trabalhar cada espaço de forma que ele represente os desejos do proprietário, que seja de fácil circulação, confortável e bonito. Além disso, ele tem a função de seguir as normas técnicas de ergonomia, acústica, térmico e luminotécnica.

O Designer precisa entender bastante de materiais e de acabamentos, mas também necessita ser bom em gestão de projetos e em liderar equipes, já que é ele quem, normalmente, contatará fornecedores e cuidará para que tudo esteja pronto no prazo determinado.

A formação pode ser tanto de bacharelado quanto tecnólogo. O primeiro demora quatro anos, exige apresentação de trabalho de conclusão de curso e estágio final. Seu currículo é parecido com o da Arquitetura. O segundo demora dois anos e é o mais comum no Brasil. As atividades são mais voltadas para decoração, paisagismo e design de móveis. Geralmente Arquitetos fazem uma especialização em Design de Interiores, para que sua atuação melhor nesta área.

O Designer de interiores de diferencia do decorador, pois esse segundo é um profissional com formação em um curso de curta duração ou é um autodidata. Geralmente são pessoas com conhecimento de arte e cultura que começaram por hobbie e, com o tempo, foram se profissionalizando. Sua função restringe-se à escolha de acessórios, móveis ou cores sem que altere fisicamente a obra. Não pode interferir no ambiente nem mesmo no detalhamento de mobiliários cuja atribuição é do Designer de interiores.

É comum ver decoradores ou designers de interiores proporem alterações em paredes, aberturas, ampliações ou demolições. Isto é ilegal. Decoradores e designers não dispõe do diploma legal que os habilitem interferir na obra física. Se houver um acidente, o cliente não terá a quem responsabilizar.

Por fim, vale lembrar que não existe um curso melhor ou pior. Tudo vai depender da característica de cada pessoa, suas aptidões e também de seus interesses e objetivos profissionais. Se você tiver maior prazer pela arte, pela forma e pela história, a Arquitetura e Urbanismo pode ser uma melhor opção. Caso seu foco principal seja desenvolver projetos luminotécnicos ou mais voltados para o detalhamento do interior dos locais, como design de móveis, pode ser que Design de Interiores seja a melhor opção. Ou ainda se seu interesse for em construção, obras e projetos de tipos variados, a engenharia civil pode ser o curso certo para você.

Ambos são cursos que se completam e não competem entre si, devendo atuar em conjunto. E você, já fez a sua escolha? Deixe o seu comentário, dúvida ou sugestão abaixo! Beijos e até a próxima!

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