ECONOMIA EM RECUPERAÇÃO

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O Produto Interno Bruto (PIB), que corresponde à soma de todos os bens e serviços produzidos no país, começa a mostrar indícios de recuperação da economia brasileira.
Mas, apesar dos sinais positivos, o ritmo de atividade econômica continua distante do patamar anterior à recessão.

No acumulado dos dois últimos anos, o PIB caiu 7,4% e, em números absolutos ainda está próximo ao volume de 2010. A produção industrial segue no nível de 2009. O comércio ainda vende menos do que vendia em 2012. A massa total de rendimentos dos trabalhadores ainda é inferior a que se tinha em 2013. Já a taxa de investimentos, considerada o componente mais crítico para uma retomada consistente de crescimento, ainda está abaixo do patamar de 2003.

Os números do mercado de trabalho seguem a mesma trajetória. Em julho, o Brasil completou 4 meses seguidos com contratações superando as demissões. Na parcial de 2017, o país já criou 103 mil vagas formais e a população total empregada com carteira assinada atingiu 38,4 milhões. No entanto, ainda faltam ser criados mais 2,8 milhões de empregos para voltarmos ao nível de 2014.

O PIB per capita, considerado o principal termômetro da riqueza de um país e da sua população, deverá levar ainda mais tempo para se recuperar.
As projeções indicam que no período de 2014 a 2017 acumulará uma queda de 9,5% de modo que, serão necessários 7 anos para voltar ao patamar anterior à recessão.

Ou seja, apesar dos indicadores apontarem para uma recuperação recente da economia brasileira, os economistas alertam que a retomada do crescimento deverá ocorrer de forma lenta e gradual e que serão necessários alguns anos para o país se recuperar dos estragos causados pela crise prolongada.

Para 2018, as expectativas são boas. Com a inflação em desaceleração e, a taxa básica de juros (Selic) em níveis mais baixos, temos um cenário mais propício para o consumo e renegociação de dívidas, o que contribui para a queda do endividamento das famílias e a melhora dos indicadores de confiança, impulsionando a retomada dos investimentos.

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