Consciência Coletiva: a aplicação na essência

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Quando entrei em N/A, um dos cartazes da que mais me impressionou foi “Neurose é o conflito entre pensar e agir”, pois era exatamente assim que eu me sentia. Vivia em permanente conflito com minhas emoções e ações. Pensava uma coisa e fazia outra. Ao acordar de manhã eu dizia a mim mesma: “hoje não vou brigar com ninguém”. Saía do quarto e no corredor já arrumava alguma confusão, ou com um parente ou com um animal da casa ou com alguma coisa que saia diferente do que eu queria. Eu vivia em conflito, e o Ser em conflito não deixa abertura para a manifestação do Poder Superior.

Ao ouvir pela primeira vez no grupo o termo, “Consciência Coletiva”, meu entendimento foi superficial. Achei que bastava participar de uma votação na sala, para fazer parte de uma Consciência Coletiva, mas ela está muito além. Para participar de uma consciência coletiva, preciso que meus sentimentos vivam em Unidade e que haja uma coerência entre eles sobre como eu vou agir. Enquanto eu permanecia presa à confusão que minhas emoções causavam, não tinha resultado de votação que me agradasse.

O que eu fiz? Comecei com o lema “Primeiro as coisas primeiras”.
Ao identificar que a base da consciência coletiva era a Unidade e que eu dependia dessa consciência para estar em contato com o Poder Superior, eu precisei em primeiro lugar tratar da unidade pessoal. Olhei para a minha personalidade e identifiquei o meu real desejo de recuperação.

Olhei então para os meus defeitos de caráter, a fim de encontrar como minimizar os efeitos danosos, que eles causavam na minha vida. Finalmente passei a praticar os princípios espirituais e mesmo não conseguindo praticar todos, venho aplicando os que eu posso, sem planos longos, “Só por hoje”. Assim fui me afastando de controvérsias, que no meu caso eram controvérsias mentais (quando eu queria uma coisa e fazia outra).

Aos poucos fui percebendo que minha personalidade hoje, já é bem melhor que ontem, embora tenha ainda muito trabalho pela frente. Melhorei muito minha personalidade, mas ainda assim preciso aprender a colocar os princípios acima das personalidades.
Neste momento do processo de recuperação, meus sentimentos estão adestrados para que minhas emoções estejam em Unidade.

Quando estou em Unidade comigo, abro espaço para a manifestação do Poder Superior no meu ser. Quando sou veículo do Poder Superior e participo de uma consciência coletiva, faço isso de olhos abertos, sóbria das emoções para opinar e aceitar as opiniões e decisões dos demais.

Esse equilíbrio me aproxima Dele e em contato com Ele, mantenho-me equilibrada, pois sei que estou protegida.
Devo lembrar que não falo para a vida toda, falo Só por hoje, pois o programa é diário, um dia apenas que eu falhe com a programação, corro o risco de recair. Anônima de Bangu – RJ.

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