O endosulfan e seus riscos

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Dentro de uma gama de agrotóxicos que são monitorados pelas autoridades governamentais, apresentamos este mês o endosulfan, por se tratar de um inseticida e acaricida muito utilizado no passado para o controle de pragas de insetos. Ele é muito empregado nas culturas agrícola de café, algodão, soja, cacau e cana-de-açúcar, desde a década de 70. Por se tratar de um Poluente Orgânico Persistente (POP), este agrotóxico tem sua proibição de uso desde 2013 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Ministério da Saúde.

Devido a ser um produto fitossanitário de classe I, pode causar intoxicação no manuseio, através da aplicação na pulverização em bombas costais ou até mesmo em equipamentos que operam em lavouras adensadas e de topografia acidentada.

É uma substância química altamente perigosa e capaz de ser transportada em grandes distâncias através do vento, água e até por outros meios como a contaminação de plantas e, assim, passando para os animais.

Esse é um dos grandes motivos que leva ao monitoramento da qualidade da água para consumo humano.

Seu grau de toxidade é tão alto que o enquadra como um neurotóxico tanto para i n s e t o s , mamíferos e seres humanos, causando como sintomas hiperatividade, tremores, convulsões, falta de coordenação motora, desorientação, dificuldade ao respirar, náuseas, vômitos, diarreia e, em casos mais graves de exposição ao produto, pode causar lesões graves no cérebro.

Outro grande problema apontado pela exposição a este produto químico é que ele pode estar associado a problemas de saúde como câncer e distúrbios hormonais, afetando o desenvolvimento e fertilidade tanto em animais como em seres humanos.
Somente com a informação e conscientização da população poderemos eliminar ou minimizar efeitos nocivos ao meio ambiente e à saúde.

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