Cadastro Positivo

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Em vigor desde agosto de 2013, após uma resolução do Banco Central, o Cadastro Positivo é um banco de dados que funciona de maneira inversa ao chamado Cadastro Negativo. Em vez de catalogar os CPFs dos inadimplentes, a lista mostra o histórico dos clientes com pagamentos em dia.

Segundo um levantamento nacional divulgado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), os brasileiros de renda mais baixa são os que mais participam de forma voluntária do Cadastro Positivo, essa lista de “bons pagadores” que mostra quem não tem o nome sujo.

Entre os inscritos no Cadastro Positivo, 85,8% pertencem às classes D e E, enquanto consumidores da classe C representam 9,9% da lista e os das classes A e B apenas 1,4% dos cadastrados.

As famílias das classes D e E são as que possuem o menor poder aquisitivo e maior dificuldade ao acesso a serviços financeiros, além de enfrentarem grandes dificuldades para comprovar a renda e conseguir crédito. Assim, o Cadastro Positivo é visto como um aliado no momento de solicitação de crédito.

Quanto à faixa etária, quase metade dos inscritos (44,4%) têm entre 25 e 38 anos de idade, ou seja, é composta por consumidores recém-iniciados na fase adulta da vida ou em fase da maturidade profissional e com famílias já constituídas.

Embora liste apenas o histórico de pagamentos em dia, não são somente os consumidores adimplentes que podem aderir ao Cadastro Positivo, quem está ou esteve com o nome negativado em virtude de qualquer atraso também pode.

Atualmente, quase um quarto (24,1%) dos inscritos na lista do Cadastro Positivo tem restrições no CPF. Entre as empresas que mais negativaram o CPF destes consumidores estão: as de telefonia, internet e TV por assinatura (22,8%), comércio especializado na venda de artigos e vestuários (11,4%), distribuidoras de energia elétrica (10,1%), comércio de calçados (6,9%) e lojas de eletrodomésticos (5,9%).

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