Recaídas na dependência

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Quando nosso querido familiar entra em tratamento nos sentimos aliviados, afinal ele saiu das ruas, talvez agora possamos dormir tranquilos, é a esperança de que dias melhores virão, mas logo aquele medo de como será quando ele sair da clinica, e se ele recair? Invade nossa mente e consome nossa alma.
Outro dia ouvi uma mãe fazendo uma pergunta que sinto todo familiar gostaria de fazer: “por que uma pessoa que viveu o inferno do uso das drogas, depois de ter experimentado o céu da recuperação pode voltar ao uso?” Ou em outras palavras, o que levaria nosso adicto já em recuperação a ter recaídas? Por que muitos deles acabam tendo inúmeras internações?
Acredito que esta pessoa ainda não tomou consciência de sua doença, continua pensando que pode controlar-se, enganam a si próprias, voltam a usar uma droga que eles julgam ser mais fracas, que triste ilusão! Esta é a porta de entrada para voltarem de onde saíram, ou seja, do fundo do poço.
Tenho percebido ao longo da minha caminhada que não basta o adicto “tapar a garrafa” é preciso, se conhecer, distinguir seus defeitos de caráter e também suas qualidades, pois só assim ele saberá perceber o seu ponto fraco, evitar lugares e pessoas que lhe façam lembrar-se da época da ativa é primordial. Ele precisa se vigiar o tempo todo, o próprio Jesus nos diz: “vigiai e orai para não cair em tentação”. (Mt 26,41)
Lembrem-se só quando nos abrimos as nossas limitações e riquezas é que conseguiremos respeitar as riquezas e limitações do outro.
Só por hoje funciona! Basta querer.
Participem de nossas reuniões todas as segundas-feiras das 19:30h as 21:30h, nas escolas:
-Dr. João Gabriel Ribeiro
-Stella Couvertt Ribeiro

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